Para mais informações Mercer Feedback
| Envie esta página por e-mail | Imprima esta página | ||||||
Data: 28 Janeiro 2010
|
Um elemento crítico para o sucesso do negócio é assegurar, em cada momento, que uma empresa detém o número adequado de colaboradores com os conhecimentos e competências certas para executar a estratégia de negócio. Sem uma força de trabalho adequada, as empresas não são competitivas. O planeamento dos recursos humanos é hoje reconhecido por muitas organizações, como um elemento indispensável para a sua competitividade, na medida em que capacita a empresa para a identificação e análise das suas necessidades futuras no âmbito da sua força de trabalho, face aos seus mercados de trabalho, interno e externos. Só assim será possível antecipar a definição de intervenções que permitam minimizar potenciais e futuros gaps.
Se em tempos recentes do boom económico, o planeamento de recursos humanos foi uma ferramenta estratégica para algumas companhias, a questão que no actual clima económico se coloca é se o planeamento de recursos humanos continua a ser uma necessidade. Para algumas empresas que se viram “forçadas” a fazer layoffs e atendendo aos actuais níveis de desemprego, a escassez de talentos e as necessidades de desenvolvimento poderão soar a um problema do passado, quando o focus parece estar agora na redução de custos.
A verdade, contudo, é que o contexto económico não só afectou a abordagem das empresas ao tema do planeamento de recursos humanos, como o transformou num processo ainda mais crítico para o seu sucesso no futuro. A recessão da economia global e o aparente excesso de talentos disfarçaram temporariamente um problema mais profundo que, com a recuperação da economia, irá novamente evidenciar-se – a deslocação e o envelhecimento da força de trabalho. Ajudar as empresas a navegar através da mudançaMuitas empresas estão hoje a descobrir que a crise económica veio colocar em conflito directo as suas necessidades de talento a longo-prazo e os requisitos de negócio a curto-prazo.
Planeamento dos Recursos HumanosFace ao passado, o planeamento de recursos humanos no actual ambiente de incerteza requer um ainda maior grau de preparação e flexibilidade. Desde logo, deverá considerar múltiplos cenários que reflictam as diferentes possibilidades futuras. Estes cenários não necessitam de ser limitados à expectativa para o ano seguinte, mas antes deverão olhar para os próximos cinco anos e contemplar diferentes cenários de crescimento (inclusivamente de crescimento negativo). Esta abordagem é consistente com a recomendação do World Economic Fórum, que preconiza a definição de múltiplos cenários como método de teste da robustez das soluções, contra a incerteza que o futuro sempre encerra.
O planeamento de recursos humanos mais adequado irá também envolver a realização de projecções por segmento de skills críticos para o negócio. Esta segmentação deverá idealmente ser realizada ao nível mais detalhado (skills específicos; família de funções e nível organizacional), na medida em que o mercado de trabalho para cada segmento e a importância de cada segmento para o crescimento futuro do negócio, serão significativamente diferentes. ConclusãoA par de muitas empresas que reconhecem o poder do planeamento de recursos humanos num ambiente económico forte, algumas outras descobriram a sua crescente importância num contexto económico mais adverso. A utilização de metodologias e ferramentas de planeamento de recursos humanos facilitam e suportam a tomada de decisão dos gestores, hoje necessária no que respeita a necessidades de talento, sem contudo perder a perspectiva das necessidades potenciais que, a longo-prazo, se poderão colocar ao negócio. |
|
Contacte-nos para mais informações |
Isabel Martins
|
 Delicious
 Digg
 Facebook
 LinkedIn
 Reddit
 Twitter