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Empresas classificam a cibersegurança, o talento, a privacidade dos dados e a exaustão como os principais riscos relacionados com as Pessoas: estudo da Mercer Marsh Benefits

 

Lisboa, 01 de julho de 2021 - As alterações nas condições de trabalho resultantes da pandemia Covid-19 expuseram lacunas na capacidade das organizações em responder aos riscos associados aos seus colaboradores, de acordo com o novo estudo assinado pela Mercer Marsh Benefits (MMB). Realizado um ano após a declaração da pandemia a nível mundial, o estudo global auscultou mais de 1.300 profissionais de recursos humanos e risk maganers, que classificaram a cibersegurança; atração, retenção e engagement de talento; privacidade dos dados e a exaustão dos colaboradores como os principais riscos relacionados com as pessoas que trabalham nas empresas.

 

De acordo com o estudo, Os 5 pilares dos riscos relacionados com Pessoas: Gerir a resiliência corporativa e os riscos relacionados com os colaboradores, os principais obstáculos à resolução destas questões foram o facto de as organizações não terem recursos para compreender e lidar com os novos desafios resultantes da pandemia, a falta de envolvimento dos altos quadros de liderança e os constrangimentos orçamentais. O estudo categorizou 25 riscos em cinco dimensões (Saúde e Segurança; Governação e Finanças; Aceleração da Digitalização; Práticas de Talento; Ambiental e Social) e atribuiu a cada risco uma pontuação – uma combinação de probabilidades e classificações de impacto – para avaliar a ameaça global que representa para uma organização.

 

O estudo também identificou diferenças no ranking de risco por setor de atividade. A exaustão da força de trabalho foi classificada como um dos principais riscos para as instituições financeiras; já a obsolescência de competências foi o risco mais valorizado pelo setor automóvel e industrial. Os riscos ambientais foram apontados como um fator-chave para o setor do retalho, enquanto que o aumento do custo de benefícios foi mais preocupante no setor da construção.

 

Embora todas as regiões do mundo, exceto os EUA, tivessem classificado a cibersegurança como o maior ou segundo maior risco relacionado com as pessoas, surgiram outras diferenças regionais significativas. Tanto os EUA como o Reino Unido classificaram a deterioração da saúde mental como um problema de alto risco, enquanto os inquiridos na Ásia afirmaram que atrair e reter talento era a sua principal preocupação. Na América Latina, as empresas identificaram o aumento do custo da previsão de benefícios como o principal risco.

 

Globalmente, os departamentos de recursos humanos e de gestão de risco revelaram estar alinhados, considerando a cibersegurança eo talento como as duas áreas de risco principais. Contudo, os inquiridos de recursos humanos identificaram a sucessão como o terceiro risco mais importante, uma ameaça que não apareceu no top 10 dos gestores de risco.

 

Paulo Fradinho, Mercer Marsh Benefits (MMB) Leader em Portugal, afirmou: "Embora a perturbação causada pela Covid-19 realinhasse radicalmente os perfis de risco das pessoas nas empresas em todo o mundo, também mudou as expectativas dos colaboradores. Ao mesmo tempo que as empresas enfrentam um aumento dramático de riscos como os cibernéticos, também precisam de reexaminar as suas opções de saúde e benefícios para atrair e reter os melhores talentos.”

 

"A pandemia colocou firmemente as pessoas e o risco na agenda das salas de reuniões e os líderes devem encontrar formas de quebrar silos dentro das suas organizações, para que os recursos humanos e os risk managers trabalhem em conjunto, e assim mitigar eficazmente estes riscos. É evidente que os planos de saúde, proteção de riscos e bem-estarfornecidos pelas empresas passaram de ser ‘uma coisa boa para se ter’, para passar a ser um elemento central da proposta de valor aos colaboradores" ,acrescenta Paulo Fradinho.

 

O estudo retoma a questão da deterioração da saúde mental na sequência de um aumento generalizado de pessoas que sofrem de ansiedade, stress, depressão e dependências, como resultado da pandemia.

 

Paulo Fradinho comenta: "Apesar da exaustão das pessoas ser uma preocupação tanto para os gestores de recursos humanos como para os gestores de risco, o estudo mostra que ainda não é uma ameaça significativa para os executivos. Quando questionados "até que ponto a sua organização está a lidar com este risco?" os executivos classificam-na apenas em 13º lugar no ranking de todos os riscos identificados.”

 

"Para que os riscos relacionados com as pessoas sejam mitigados com sucesso, as organizações devem garantir que existe apoio ao mais alto nível, com líderes empenhados, investimentos em recursos qualificados e orçamentos adequados para mudar culturas, práticas e programas de apoio aos colaboradores para gerir proactivamente esses mesmos riscos."

 

 

Notas aos editores

  • Foi pedido aos inquiridos que avaliassem a probabilidade de o risco ocorrer nas suas organizações nos próximos três anos, numa escala de 1 a 5, sendo que 1 representava um ‘risco pouco provável’ e 5 ‘risco muito provável’. Foi-lhes pedido também que avaliassem a gravidade do impacto do risco no negócio, caso ocorresse, numa escala de 1 a 5, com o nº 1 a representar ‘não impactante’ e nº 5 um ‘impacto catastrófico’. A ameaça de risco global é o produto da probabilidade e das classificações de gravidade de impacto esperado.
  • O estudo da MMB foi concluído em abril e contou com a contribuição de  1.380 participantes de todo o mundo, 46% dos quais profissionais de recursos humanos e 54% gestores de risco.

 

Sobre aMercer Marsh Benefits

A Mercer Marsh Benefits (MMB) nasceu da unificação de uma das melhores empresas de consultoria de recursos humanos do mundo (a Mercer) edo líder global em gestão de riscos (a Marsh). Juntos, construíram uma oferta única, assente numa base de tecnologia robusta e de benefícios disruptivos que permite construir as melhores experiências de benefícios tanto para pequenas e médias empresas como para multinacionais. A MMB está presente em 73 países e serve clientes em mais de 150 países. A Mercer  e  a Marsh são duas empresas do Grupo Marsh McLennan (NYSE:  MMC), juntamente com a Guy Carpenter  e a  Oliver Wyman. Com 76.000 colaboradores e receitas anuais de 17 mil milhões de dólares, o Grupo Marsh McLennan, através das suas empresas líderes de mercado, ajuda os clientes a navegar de uma forma segura num ambiente cada vez mais dinâmico e complexo.

 
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