Estudo europeu sobre cuidados de saúde

Estudo europeu sobre cuidados de saúde

Estudo europeu sobre cuidados de saúde

  • 03-Junho-2013
  • Portugal, Lisboa

Empresas apostam mais na prevenção e gestão dos riscos para controlar os custos, em alternativa à redução dos benefícios ou da elegibilidade.

  

  • O custo médio por colaborador relativo a benefícios de saúde aumentou sobre os salários 3,6% em 2012;
  • Reformas governamentais vão pressionar as empresas para conceder aos colaboradores um seguro de saúde;
  • Investir em prevenção e bem-estar para reduzir os riscos de saúde está no topo da lista das estratégias para gestão de custos;
  • Muitas empresas carecem de análise de dados, fundamental para uma gestão eficiente de custos;
  • Aumento do número médio de dias de ausência por doença de 4 para 6, face à edição de 2010 deste survey, com o stress entre as três principais causas.

  

De acordo com o estudo da Mercer Marsh Benefits “EMEA Healthcare Survey” sobre os benefícios de saúde na Região EMEA (Europa, Médio Oriente e África), o custo com os cuidados de saúde dos colaboradores das empresas desta região cresceu, em média, 3,6% em 2012. As empresas inquiridas revelaram que este mesmo custo aumentou de forma semelhante (3,4%) em 2011.

  

O aumento da utilização dos serviços de saúde, a crescente complexidade e custos elevados dos procedimentos médicos e ainda o impacto das doenças graves - como as questões associadas ao tratamento do cancro - foram os principais factores que contribuíram para o aumento dos custos com a saúde dos colaboradores em 2012.

  

Os custos variam entre os países participantes. Para os Emirados Árabes Unidos, Espanha e Portugal, o aumento dos custos com a saúde deve-se em grande parte a uma maior utilização dos serviços de saúde. Já no Reino Unido, as doenças graves são a principal razão para este aumento. Em França, as alterações regulamentares e legislativas têm um maior impacto no aumento dos custos com a saúde: uma nova lei neste país obriga as empresas a conceder um sistema de saúde mínimo, caso não haja nenhum pré-estabelecido.

  

As empresas em toda a região EMEA encontram-se sobre pressão para reduzir os custos com os colaboradores, mas também garantir a satisfação dos colaboradores num contexto em os benefícios de saúde estão em constante alteração, como é o caso do maior enfoque em prevenção e promoção do bem-estar. As empresas multinacionais – que têm diferentes sistemas de saúde, sistemas sociais e diferentes demografias nos seus quadros de colaboradores – têm de adaptar os seus programas de benefícios a cada país”, refere Paulo Fradinho, Business Leader da Mercer Marsh Benefits em Portugal. “Para nós é surpreendente que quase 4 em cada 10 empresas não tenha os dados necessários para analisar os fatores que estão a influenciar os seus custos e como podem controlá-los”, acrescenta.

  

Este dado pode resultar do facto de as empresas estabelecerem como prioridade “melhorar o envolvimento e a satisfação dos seus colaboradores”, pois para 65% das empresas inquiridas esta é uma das suas três principais prioridades do seu programa de benefícios. "O controlo de custos (55%) está em segundo lugar, seguido pela ‘garantia da competitividade dos benefícios’ (47%). O elevado nível de desemprego e o baixo custo dos benefícios permitem podem explicar estes resultados e a tendência forte de os benefícios de saúdes se encontrarem no topo da preferência dos colaboradores.

 

Para 83% dos inquiridos os benefícios de saúde são o principal fator de atração e retenção de talentos numa empresa”, revela também Paulo Fradinho.

  

Segundo a Mercer Marsh Benefits, uma análise mais cuidada dos dados disponíveis ajuda a gerir de forma mais eficiente os custos, para além de ser um apoio para o compromisso assumido pela maioria das empresas da região EMEA, no sentido de melhorar a saúde dos seus colaboradores. Para a Marsh Mercer Benefits, irá existir, no futuro, um melhor aproveitamento dos dados disponíveis, pois grande parte da legislação – introduzida pelos governos, como parte das suas reformas de saúde e assistência social – vai aumentar a obrigação da prestação de cuidados de saúde a nível empresarial. Para a consultora, a gestão dos custos associados aos cuidados com a saúde será uma prioridade no futuro, sendo que já actualmente no aconselhamento efectuado os dados são uma peça essencial para a tomada de decisão sobre os benefícios concedidos aos colaboradores.

  

Em 2011, os custos com os benefícios de saúde representaram, em média, 3,9% dos salários. As empresas inquiridas nos Emirados Árabes Unidos revelaram custos médios significativamente mais elevados (5,9%), seguidos pela Turquia (4,5%), Espanha (4,2%) e Reino Unido (3,5%). França (3,3%), Portugal (2,9%) e Itália (2,8%) revelaram custos mais elevados, mas ainda assim abaixo da média regional. Tanto na Alemanha como na Polónia os custos com os cuidados de saúde foram de 2,4%. Por outro lado, nos Estados Unidos da América os benefícios de saúde proporcionados pela empresa representam 13% dos seus custos.

  

As empresas proporcionam vários benefícios em iniciativas de saúde aos seus colaboradores. 76% das empresas inquiridas oferece um seguro médico privado a todos os seus colaboradores e seu agregado familiar. Enquanto a cobertura dos colaboradores é quase sempre subsidiada, 26% das empresas inquiridas exigem que os colaborados paguem o custo total da cobertura do seu agregado familiar.

  

Quando questionados sobre as medidas que irão tomar para gerir os custos dos benefícios de saúde, apenas 12% das empresas inquiridas revelaram ser provável restringir a elegibilidade dos benefícios. 17% sugeriu que iriam limitar o alcance dos benefícios oferecidos ou transferir mais custos para os colaboradores (16). As empresas mostram que preferem suportar os custos de saúde dos seus colaboradores do que reduzir esses benefícios: 40% (56% em Portugal) está a equacionar investir em programas de prevenção e bem-estar para reduzir riscos de saúde. Esta situação é compreensível na medida em que mais empresas estão preocupadas com a oferta de um pacote de benefícios de saúde competitivo (56%) do que com o custo de benefícios de saúde (47%).

  

De salientar ainda que, em Portugal, os colaboradores estão ausentes por doença 6 dias por ano, um aumento significativo, face à média de 4 dias da edição de 2010 do mesmo survey. O valor actual está alinhado com a média de todos os participantes no estudo. O stress e doenças psíquicas surgem com a terceira principal causa de absentismo, lado a lado com o cancro. Este aspecto contribui para que as empresas se foquem cada vez mais em iniciativas que promovem o bem-estar e saúde dos colaboradores, como uma ferramenta para combate do absentismo e presentismo, Em Portugal, para 47% das empresas, a gestão do stress e doenças psíquicas no local de trabalho é um dos objectivos mais importantes relativamente ao absentismo e produtividade. O EAP (Employee Assistance Programs) é um dos benefícios concedidos em 33% das empresas (18% em Portugal) que apoia os colaboradores em situações de stress, ansiedade e outros factores de risco.

  

Portugal atravessa uma altura de instabilidade e profundas mudanças, com o Estado a repensar o papel de financiador-prestador na saúde e o próprio nível de protecção concedido aos utentes, Este contexto marca os resultados do estudo, uma vez que no nosso país os custos com benefícios são baixos, a saúde está no topo da preferências dos colaboradores e não vão muito além da medicina no trabalho e do seguro de saúde. Por este acreditamos que esta é uma área de reflexão e oportunidade, para as empresas que estão a tentar “fazer mais com o mesmo”, é possível ter um plano de saúde por um valor muito interessante e há muito para fazer no domínio da promoção de saúde, gestão do risco e prevenção. Colaboradores saudáveis fazem empresas saudáveis e estas apresentam melhores resultados, por este motivo a saúde é um investimento a que as empresas têm que estar atentas.

  

O EMEA Healthcare Survey teve o seu início em Outubro de 2012 pela Mercer Marsh Benefits e contou com a participação de mais de 500 empresas em 16 países da região EMEA. Este relatório providencia dados sobre as tendências com os cuidados e benefícios de saúde dos colaboradores das empresas nesta região.

 

 


 
Sobre a Mercer Marsh Benefits :

  
A Mercer Marsh Benefits é uma marca comercial da empresa Mercer que representa a linha de actuação de Saúde, através de serviços de consultoria, administração e corretagem de benefícios. Com equipas de profissionais especializadas que combinam o conhecimento do mercado local com toda a experiência, conhecimento e informação global.
  

Sobre a Mercer:

  
A Mercer é líder global em serviços de consultoria nas áreas de talentos, saúde, pensões e investimentos. A Mercer ajuda os seus clientes a promover a saúde, os investimentos e a performance dos seus colaboradores. Os 20.000 colaboradores da Mercer estão distribuídos por 40 países. A Mercer faz parte do grupo Marsh & McLennan Companies (NYSE: MMC), composto por empresas que procuram oferecer as melhores soluções nas áreas de Risco, Estratégia e de gestão de Recursos Humanos.

  

Em Portugal (Lisboa e Porto) desde 1993, a Mercer conta com uma equipa com mais de 150 profissionais que desenvolvem soluções para os desafios específicos dos seus clientes a nível local e global.

  

INFORMAÇÃO