MERCER - TOTAL COMPENSATION – CENTROS DE SERVIÇOS PARTILHADOS 2020


Maioria das empresas portuguesas do setor dos centros de serviços partilhados pretende aumentar o nº de colaboradores em 2021

  • 56% das empresas a atuar no setor dos Centros de Serviços Partilhados em Portugal mantém a intenção aumentar o headcount em 2021. Embora seja uma intenção da maioria, este valor é inferior ao apurado em 2020, quando 80% das empresas manifestava esta intenção;
  • No estudo realizado no final do ano de 2020, foi possível apurar que este setor é caraterizado por uma população bastante jovem, onde a maioria dos colaboradores (58%) tem uma idade inferior a 35 anos e o fator «antiguidade» destas organizações é relativamente baixo, uma vez que 70% dos colaboradores tem até 3 anos de serviço;
  • Metade das empresas presentes no estudo (50%) afirma conceder apoio à formação dos seus colaboradores, uma prevalência relativamente elevada face a outros setores;.

 

Lisboa,  janeiro de 2021 – A Mercer desenvolveu pela primeira vez em em Portugal o estudo Total Compensation – Centros de Serviços Partilhados 2020, com o objetivo de analisar as principais tendências no mercado português relativamente a Políticas de Compensação nos Business Service Centers, um segmento atualmente em franco crescimento no nosso País. Para a realização deste estudo, procedeu-se à recolha de informação das empresas deste setor a atuar no mercado português, que totalizam um universo de 23, tendo sido analisados 11.000 postos de trabalho. 

 

De acordo com as informações recolhidas é possível verificar que este setor é caraterizado por uma população muito jovem, sendo que 58% dos colaboradores tem até 35 anos; 38% situa-se na faixa etária dos 36 aos 50 anos; e apenas 4% tem idade superior a 51 anos.


Relativamente ao fator «antiguidade», e de acordo com a informação recolhida, podemos concluir que 70% da amostra tem até 3 anos de serviço. Com 4 a 10 anos de serviço, assinala-se um total de cerca de 20% dos colaboradores incluídos na amostra.


No que diz respeito ao nível académico dos colaboradores do setor dos Centros de Serviços Partilhados em Portugal, observa-se que 78% tem pelo menos a licenciatura. É ainda possível verificar que, ao nível da distribuição de género, este setor mantém o equilíbrio, com uma distribuição de 50/50 para ambos os géneros.


Sobre as intenções de contratação, neste setor para o ano de 2021, apesar de se observar a intenção de diminuir o número de contratações face ao que foi perspetivado em 2020, (80% das empresas perspectivou para 2020 um aumento no número de colaboradores, passando esse número a 56% pata 2021), mantendo-se, no entanto, uma maioria de empresas que pretende aumentar o número de colaboradores Adicionalmente, se no ano passado a intenção de reduzir o número de postos de trabalho era nula, em 2021, 11% das empresas deste setor manifestam esta intenção.  Neste contexto, a intenção de estabilizar ,mantendo o mesmo número de colaboradores cresceu de 2020 para 2021. Segundo os resultados apurados, 33% das empresas pretende manter o número de colaboradores no próximo ano, contra aos 20% apurados para 2020.


No que diz respeito aos Incrementos Salariais, os fatores que mais condicionam o Setor dos Centros de Serviços Partilhados nesta atribuição são os Resultados Individuais do colaborador (89%), Grelha Salarial (78%) e o Posicionamento Competitivo vs Mercado (61%). Fatores como Antiguidade e o Nível Funcional são as caraterísticas menos influentes na atribuição do incremento salarial.


A tendência observada na amostra revela que a maioria das empresas (79%) pratica a revisão salarial uma vez por ano, sendo que 32% realiza no mês de março, seguindo-se abril (26%) e janeiro (16%).


Ainda de acordo com as informações recolhidas, prevê-se que 27% das empresas deste setor proceda ao congelamento de salários no ano de 2021.


Marta Dias Gonçalves, Surveys Leader da Mercer, refere “A Mercer decidiu avançar com este estudo como resposta clara a uma necessidade do mercado. Portugal está na mira das grandes empresas para o estabelecimento destes centros e uma prova disso é o extraordinário crescimento que os mesmos têm tido no nosso país, sobretudo com foco em áreas como os Serviços Financeiros, as Tecnologias de Informação ou o Serviço ao cliente. Por este motivo, mesmo em tempos de pandemia, este foi um setor que manteve dinâmico, procurando atrair e reter o melhor talento pelo que as empresas procurando manter-se competitivas, demonstraram a necessidade de conhecer as práticas de mercado ao nível da compensação e benefícios.


Relativamente à Remuneração Variável, a grande parte das empresas de centros de serviços partilhados (90%) refere que atribui remuneração variável em forma de Bónus aos seus colaboradores, sendo quanto maior for a responsabilidade associada ao nível do cargo do colaborador, maior o potencial de ganho ao nível da Remuneração Variável


No que respeita aos Incentivos de Longo Prazo, apenas 35% afirma atribuir esta tipologia de Remuneração Variável a alguns dos seus colaboradores, sendo que este tipo de benefício tem maior incidência em funções de topo.  Ainda assim, esta prevalência está ligeiramente acima do mercado geral em Portugal (29% com base no Estudo Total Compensation 2020).

 

Benefícios

Complemento de Subsídio de Doença

Cerca de 33% das empresas deste setor concede aos seus colaboradores um Complemento de Subsídio de Doença. Das empresas que concedem este benefício, 50% refere que o montante de Complemento de Subsídio de Doença a pagar pela empresa representa uma percentagem do salário base líquido.

 

Plano Médico

O Plano Médico é outro dos benefícios atribuídos por todas as empresas (100%).


Seguros de Acidentes Pessoais
Das empresas analisadas, o estudo
Total Compensation – Centros de Serviços Partilhados 2020 conclui que 25% atribui os Seguros de Acidentes Pessoais como um benefício para os colaboradores..


Educação
No que respeita à Educação, 50% das empresas inquiridas afirma conceder apoio à formação dos seus colaboradores, uma prevalência relativamente elevada face a outros setores.


Política Automóvel
Este é um benefício atribuído por 90% das empresas participantes no estudo
Total Compensation – Centros de Serviços Partilhados 2020.


Clique
aqui para conhecer o estudo.

 

Sobre o estudo

A amostra do estudo é composta com dados de aproximadamente 11.000 colaboradores, num universo total de 23 empresas presentes no mercado nacional a atuar no setor dos centros de serviços partilhados, das quais 95% são multinacionais.

O estudo Total Compensation – Centros de Serviços Partilhados 2020 tem como objetivo analisar as principais tendências no mercado português relativamente a Políticas de Compensação nos Business Service Centers, um segmento atualmente em franco crescimento em Portugal, permitindo um benchmark com as principais práticas do mercado.

O presente estudo apresenta-se como uma ferramenta essencial para a definição de estratégias que visem a atração, retenção e motivação do talento na sua organização.


Sobre a Mercer.

A Mercer dedica-se a co-construir futuros mais brilhantes, através da redefinição do mundo do trabalho, da melhoria dos resultados em pensões e investimento e da promoção da saúde e bem-estar das pessoas. A Mercer tem mais de 25,000 colaboradores em 44 países e opera em mais de 130 países. A Mercer é uma subsidiária da Marsh & McLennan (NYSE: MMC), a empresa líder global em serviços profissionais nas áreas de risco, estratégia e pessoas. Com receitas anuais de 17 mil milhões de dólares (USD) e 76.000 colaboradores em todo o mundo, ajuda os seus clientes a navegar num ambiente cada vez mais dinâmico e complexo através das quatro empresas líderes de mercado: a Marsh, a Guy Carpenter, a Mercer e a Oliver Wyman.

 

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