Taxas de câmbio, inflação e flexibilidade laboral influenciam mobilidade para experiências de trabalho internacional

  • Hong Kong continua a ser a cidade mais cara do mundo para expatriados, seguida por Zurique (2.º lugar) e três outras cidades suíças – Genebra (3.º), Basileia (4.ª) e Berna (5.º)
  • Os padrões de mobilidade internacional dos colaboradores estão a evoluir como resultado da taxa de câmbio e de inflação e do aumento do trabalho remoto e flexível
  • Lisboa ocupa a 109.ª posição no ranking global, descendo 26 posições face ao resultado obtido em 2021. Considerando apenas o continente europeu, Lisboa é a 36.ª cidade mais cara para expatriados

 

Lisboa, 04 de agosto de 2022 – O aumento do trabalho remoto e flexível, a guerra na Ucrânia, as variações cambiais e a inflação generalizada estão a ter um impacto material na compensação dos colaboradores, o que pode ter consequências graves para as empresas na batalha global pelo talento. A conclusão é do estudo “Custo de Vida 2022”, lançado pela consultora Mercer, que classifica o custo de vida de 227 cidades do mundo para expatriados a partir da análise conjunta do custo comparativo de mais de 200 itens em cada local, incluindo habitação, transporte, alimentação, vestuário, produtos domésticos e entretenimento. A liderança pertence, novamente, a Hong Kong. Zurique (2.º), Genebra (3.º), Basileia (4.º) e Berna (5.º) completam as cinco primeiras localizações mais caras do mundo para expatriados.

 

Tiago Borges, Business Leader de Career da Mercer Portugal, afirmou:

 


“A volatilidade desencadeada pela COVID-19 e agravada pela crise na Ucrânia tem alimentado a incerteza económica e política global. Esta incerteza, que anda em par com o aumento significativo da inflação na maioria dos países em todo o mundo, preocupa os expatriados quanto ao seu poder de compra e estabilidade socioeconómica.

 

Os expatriados remunerados através de uma abordagem baseada no princípio do país de origem recebem normalmente um subsídio de custo de vida para manter o seu poder de compra nos países de destino. Este subsídio é calculado através da aplicação de um índice de custo de vida sobre parte do salário líquido dos colaboradores (o seu “rendimento disponível” – ou seja, o montante que gastam em bens e serviços utilizados diariamente no seu local de acolhimento).

 

Tanto a inflação como as flutuações das taxas de câmbio influenciam diretamente o poder de compra dos colaboradores a trabalhar fora do país de origem. O aumento do trabalho remoto e flexível levou também muitos colaboradores a reconsiderarem as suas prioridades, o equilíbrio entre a vida profissional e familiar e a escolha do local de residência. Estas condições podem ter consequências significativas para as empresas, que precisam de repensar a sua estratégia de mobilidade, para terem uma oportunidade na batalha global pelo talento. Por outro lado, esta situação oferece também uma oportunidade para as cidades e para atrair investimento estrangeiro.

 

Acrescentou Tiago Borges:

 


“Para as organizações, o bem-estar financeiro dos colaboradores é um fator-chave na sua capacidade de atrair e reter talentos de topo e, com dados fiáveis e rigorosos, as organizações podem definir estratégias claras para estruturar os seus pacotes de mobilidade para colaboradores internacionais em tempos instáveis.

 

Como os dados da Mercer demonstram, as condições de trabalho e económicas em todo o mundo estão a evoluir mais rapidamente do que antes. As empresas precisam de navegar cuidadosamente pelos custos/pacotes de contratos internacionais em tempos de incerteza e adaptar-se ao novo mundo do trabalho para assegurar a resiliência empresarial e futuros sustentáveis para os seus expatriados.

 

Acrescentou Tiago Borges:

 


“As empresas precisam de informação de mercado e estratégias claras para colocar em prática pacotes de mobilidade para expatriados que sejam competitivos em tempos instáveis, assegurando o bem-estar financeiro dos seus colaboradores, bem como a eficiência empresarial e a transparência e equidade”, disse Marta Dias, Rewards Leader da Mercer Portugal. “A falta de adaptação das estratégias internacionais de remuneração ao novo mundo do trabalho prejudica a capacidade das organizações em atrair, desenvolver e reter talentos-chave.”

 

Os dados do custo de vida da Mercer ajudam as organizações a compreender a importância de monitorizar as flutuações monetárias e avaliar as pressões inflacionistas e deflacionistas sobre os bens, serviços e alojamento em todos os locais de operação. Os dados também ajudam a determinar e a manter pacotes de compensação para colaboradores em operações internacionais. Além disso, o custo de vida num local pode ter um impacto significativo na sua atratividade como destino para os talentos e influenciar as decisões de seleção de locais para as organizações se expandirem e transformarem a sua pegada geográfica.

 

Copenhaga, Londres, Viena, Amesterdão, Oslo e Munique no top-10 das cidades europeias mais caras para expatriados

 

O estudo “Custo de Vida 2022” da Mercer colocou Copenhaga (Dinamarca), em 11.º lugar do ranking global, Londres (Reino Unido, 15.º), Viena (Áustria, 21.º) e Amesterdão (Países Baixos, 25.º) como outras das cidades em destaque na Europa Ocidental, para além das referidas cidades suíças de Zurique, Genebra, Basileia e Berna.

 

A cidade mais cara da Europa de Leste é Praga (Chéquia), que ocupa o 60.º lugar entre 227 cidades. É seguida por Riga (Letónia, 79.º), Bratislava (Eslováquia, 105.º) e Tallinn (Estónia, 140.º). A cidade mais barata da Europa de Leste é Sarajevo, na Bósnia-Herzegovina, classificada em 209.º lugar.

Por sua vez Lisboa que desceu 26 posições no ranking, fica agora abaixo do meio da tabela das cidades europeias atrás de cidades como Madrid ou Barcelona.

 

Ranking das cidades europeias – Estudo “Custo de Vida 2022” da Mercer

POSIÇÃO

CIDADE

PAÍS

2

Zurique

Suíça

3

Genebra

Suíça

4

Basileia

Suíça

5

Berna

Suíça

11

Copenhaga

Dinamarca

15

Londres

Reino Unido

21

Viena

Áustria

25

Amesterdão

Países Baixos

27

Oslo

Noruega

33

Munique

Alemanha

35

Paris

França

39

Bruxelas

Bélgica

43

Helsínquia

Finlândia

46

Berlim

Alemanha

47

Haia

Países Baixos

48

Milão

Itália

49

Dublin

Irlanda

52

Luxemburgo

Luxemburgo

57

Roma

Itália

59

Hamburgo

Alemanha

60

Praga

Chéquia

62

Frankfurt

Alemanha

66

Edimburgo

Reino Unido

71

Estugarda

Alemanha

78

Barcelona

Espanha

79

Riga

Letónia

81

Dusseldorf

Alemanha

86

Glasgow

Reino Unido

87

Estocolmo

Suécia

90

Madrid

Espanha

93

Aberdeen

Reino Unido

94

Birmingham

Reino Unido

96

Lyon

France

99

Leipzig

Alemanha

105

Bratislava

Eslováquia

109

Lisboa

Portugal

110

Toulouse

França

113

Kaohsiung

Taiwan

116

Nuremberga

Alemanha

121

Belfast

Reino Unido

126

Atenas

Grécia

140

Tallinn

Estónia

145

Ljubljana

Eslovénia

148

Vilnius

Lituânia

158

Bucareste

Roménia

159

Zagreb

Croácia

161

Tirana

Albânia

165

Limassol

Chipre

170

Sofia

Bulgária

174

Varsóvia

Polónia

175

Belgrado

Sérvia

180

Budapeste

Hungria

187

Wroclaw

Polónia

190

Cracóvia

Polónia

204

Minsk

Bielorrússia

206

Skopje

Macedónia do Norte

209

Sarajevo

Bósnia-Herzegovina

 

 

 

Sobre o estudo “Custo de Vida” da Mercer

Amplamente reconhecido como um dos rankings mais completos do mundo, o estudo “Custo de Vida” da Mercer foi concebido para ajudar as empresas multinacionais e os governos a determinar estratégias de compensação para os seus expatriados. A cidade de Nova Iorque é utilizada como cidade-base para todas as comparações e os movimentos monetários são medidos em relação ao dólar norte-americano.

 

O inquérito inclui mais de 400 cidades em todo o mundo. O estudo deste ano inclui 227 cidades nos cinco continentes e mede o custo comparativo de mais de 200 itens em cada local, incluindo habitação, transporte, alimentação, vestuário, produtos domésticos e entretenimento. Saiba mais aqui. Os dados recolhidos fornecem todos os elementos-chave de que os empregadores necessitam para conceber pacotes de compensação eficientes e transparentes para os expatriados.

 

Os números relativos ao custo de vida e de arrendamento de alojamento resultam de um inquérito realizado em março de 2022. As taxas de câmbio à época e o cabaz internacional de bens e serviços da Mercer do seu Inquérito ao Custo de Vida foram utilizados como medidas-base.

 

Governos e grandes empresas utilizam dados deste inquérito para proteger o poder de compra dos seus colaboradores quando transferidos para o estrangeiro. Os dados relativos aos custos de arrendamento de alojamento são utilizados para avaliar os subsídios de alojamento dos expatriados no local. A escolha das cidades inquiridas é baseada na procura de dados por parte dos clientes da Mercer.

 

Sobre a Mercer

A Mercer acredita na construção de futuros mais brilhantes através da redefinição do mundo do trabalho, da melhoria dos resultados em pensões e investimento e da promoção da saúde e bem-estar das pessoas. A Mercer tem mais de 25.000 colaboradores em 43 países e opera em mais de 130 países. A Mercer é uma subsidiária da Marsh & McLennan (NYSE: MMC), a empresa líder global em serviços profissionais nas áreas de risco, estratégia e pessoas, com 83.000 colaboradores em todo o mundo e com receitas anuais de cerca de 20 mil milhões de dólares. Ajuda os seus clientes a navegar num ambiente cada vez mais dinâmico e complexo através das quatro empresas líderes de mercado: a Marsh, a Guy Carpenter, a Mercer e a Oliver Wyman

 

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