Lisboa sobe 23 posições no ranking do Estudo Mercer sobre o Custo de vida das cidades

 

  • Disrupções derivadas da Covid-19 obrigam empresas a reavaliar a sua abordagem à mobilidade.
  • Pandemia modifica o ranking ‘Custo de vida das cidades’ de 2021 da Mercer, com os países a continuarem afetados pela crise económica, instabilidade política e a emergência sanitária causada pela  COVID-19.
  • Ashgabat, no Turquemenistão, lidera a lista como a cidade mais cara, Hong Kong passa para #2, já Beirute sobe 42 posições para a terceira cidade com custo de vida mais elevado.
  • Lisboa é a 83ª cidade mais cara para expatriados, subindo 23 lugares no ranking face a 2020.

 

Lisboa, 22 de junho de 2021 – A Covid-19 continua a causar mudanças sem precedentes em relação à mobilidade internacional, levando as empresas a reavaliar a gestão dos expatriados num mundo pós-pandemia. Os dados do custo de vida, estudo de mobilidade conduzido pela Mercer, e a experiência do trabalho com os seus clientes, demonstram que após vários anos de esforços das organizações para modernizar as estratégias de mobilidade, estas começam a implementar formas alternativas de missões internacionais e acordos de trabalho transfronteiriços para sustentar as suas operações no exterior.  

 

"O custo de vida sempre foi um fator importante no planeamento internacional da mobilidade, mas a pandemia trouxe toda uma nova camada de complexidade, bem como implicações a longo prazo relacionadas com a saúde e segurança dos colaboradores, políticas de trabalho remoto e flexibilidade, entre outras considerações", afirmou Tiago Borges, Business Leader de Career da Mercer. "À medida que as organizações repensam o seu talento e estratégias de mobilidade, dados precisos e transparentes são essenciais para compensar os colaboradores de forma justa em todo o tipo de funções", acrescentou.

 

A mobilidade está a evoluir de conceitos tradicionais de longo prazo – ou seja, deslocalizar um colaborador durante alguns anos e depois repatriá-lo para a localização de origem – para outros tipos de movimentos de mobilidade de curta duração ou mais definitivas, como as contratações internacionais, transferências permanentes, viajantes e trabalhadores em regime remoto e/ou freelancers internacionais.

 

O Estudo Mundial de Políticas e Práticas de Mobilidade Internacional da Mercer de 2020  confirmou que muitas das empresas inquiridas estão a oferecer opções mais flexíveis para responder a diversas necessidades pessoais dos colaboradores. Outro estudo da Mercer de 2020/2021 concluiu que mais de 50% dos colaboradores inquiridos esperavam mudanças no que toca ao número de transferências unidirecionais, ao desenvolvimento de talento e às missões de curto prazo ou de longo prazo nas suas organizações, devido à pandemia. [1]

 

O mais recente estudo sobre o Custo de Vida, da Mercer, ajuda as organizações a compreender a importância de monitorizar as flutuações cambiais e avaliar as pressões inflacionistas ou deflacionistas sobre bens, serviços e alojamento, em todos os locais onde operam. Os dados ajudam também a determinar e manter pacotes de compensação para os colaboradores destacados em atividades internacionais ou quando trabalham no estrangeiro. Além disso, o custo de vida de um local pode ter um impacto significativo na sua atratividade como destino de talento, e influencia decisões de seleção de locais para as organizações expandirem e adequarem a sua pegada geográfica.

 

Ranking do Custo de Vida da Mercer de 2021

 

O Ranking do Custo de Vida da Mercer de 2021 apresenta Ashgabat como a cidade mais cara para expatriados, empurrando Hong Kong para o segundo lugar. Beirute ficou em terceiro lugar, subindo 42 posições no ranking face ao ano passado, como resultado de uma grave e extensa depressão económica, devido à escalada de várias crises - a maior crise financeira do país, a Covid-19 e a explosão do Porto de Beirute em 2020. Tóquio e Zurique caíram um lugar cada, da terceira e quarta posições, respetivamente, para quarta e quinta posições, e Xangai ficou em sexto lugar, subindo um, em comparação com o ano passado. Singapura passou do quinto para o sétimo lugar. [2]

 

Outras cidades que aparecem no top 10 da Mercer como as mais dispendiosas para expatriados, são Genebra (8), Pequim (9) e Berna (10). As cidades mais baratas do mundo são Tbilisi (207), Lusaka (208) e Bishkek, classificada como a cidade menos dispendiosa, em 209º lugar.

 

Américas

As cidades dos EUA caíram no ranking deste ano, principalmente devido a flutuações monetárias ocorridas entre março de 2020 e março de 2021, apesar do aumento da inflação dos bens e serviços no país. Nova Iorque (14) foi a cidade mais cara dos EUA, embora tenha caído oito posições desde o ano passado, seguida por Los Angeles (20), São Francisco (25), Honolulu (43) e Chicago (45). Winston Salem (151) continua a ser a cidade americana menos dispendiosa para expatriados. San Juan (89) caiu 23 posições devido à deflação na segunda metade de 2020 e a uma inflação muito baixa no início de 2021, afetando assim a sua posição no ranking.

 

O dólar canadiano volorizou em relação ao USD, desencadeando saltos no ranking deste ano. Vancouver (93) é a cidade canadiana mais cara, seguida de Toronto (98) e Montreal (129). Em 156º lugar do ranking está Ottawa, sendo a cidade mais barata do Canadá.

 

Na América do Sul, Port of Spain (91) foi classificada como a cidade mais cara, seguida por Port-au-Prince (92) e Pointe-à-Pitre (107). Brasília surge em #205 do ranking, sendo a cidade menos cara.

 

Europa, Médio Oriente e África

Três cidades europeias estão entre as 10 mais caras localizações da lista. Ocupando o 5º lugar no ranking mundial, Zurique continua a ser a cidade europeia mais dispendiosa, seguida por Genebra (8) e Bern (10).

 

O fortalecimento da moeda local resultou na subida de várias cidades europeias no ranking, com Paris a chegar à 33ª posição. A moeda local no Reino Unido mantém-se forte, com Londres (18) e Birmingham (121), a subirem um e oito lugares, respetivamente.

 

Em Portugal, o destaque vai para Lisboa, a única cidade portuguesa a entrar nos 209 lugares do ranking, apesar do Porto ter sido também avaliado. Lisboa subiu 23 lugares face ao ano passado, estando assim em 2021 na 83º posição. Se fizermos uma análise das cidades que fazem parte do grupo de Portugal no campeonato Europeu de futebol que está agora a decorrer, Lisboa situa-se à frente de Budapeste (162) na Hungria, mas atrás de Paris (33) e Munique (52). Se fizermos uma análise às cidades 55 europeias do ranking, Lisboa situa-se no meio da tabela na 24ª posição.

 

Os Emirados Árabes Unidos continuam a diversificar a sua economia, o que reduziu o impacto da indústria petrolífera no PIB. Com este processo em curso, tem havido um movimento de preços negativo, tanto no Dubai (42) como em Abu Dhabi (56). Beirute é a cidade mais cara do Médio Oriente para expatriados, saltando 42 posições, para número três do ranking global. N'Djamena (13), Lagos (19) e Libreville (20) são a primeira, segunda e terceira cidades mais caras de África para expatriados. Lusaka classificada em 208º lugar é a cidade menos dispendiosa do continente africano.

 

Ásia-Pacífico

Mais de metade das 10 cidades mais caras estão localizadas na Ásia. Ashgabat subiu uma posição no ranking deste ano, tornando-se a cidade mais cara, tanto na Ásia como a nível global. Hong Kong (2), Tóquio (4), Xangai (6), Singapura (7) e Pequim (9) seguiram o exemplo. Mumbai (78) é a cidade mais cara da Índia, mas caiu 18 lugares este ano devido à rupia indiana estar relativamente fraca, em comparação com outras cidades do ranking.

 

As cidades australianas subiram na lista de 2021 com a moeda local a ganhar significativamente valor contra o dólar americano. Sydney (31), a cidade mais cara da Austrália, registou uma subida de 35 lugares, seguida de Melbourne (59) com uma subida de 40 lugares.

 

Notas para editores

O ranking amplamente reconhecido da Mercer é um dos mais abrangentes do mundo e é projetado para ajudar empresas multinacionais e governos a determinar estratégias de compensação para os seus expatriados. Nova Iorque é utilizada como a cidade base para todas as comparações e os movimentos de câmbio são medidos em relação ao dólar americano. O estudo inclui mais de 400 cidades em todo o mundo; O ranking deste ano reflete os dados de 209 cidades em cinco continentes e mede o custo comparativo de mais de 200 itens em cada local, incluindo habitação, transporte, alimentação, vestuário, bens domésticos e entretenimento. Os dados recolhidos fornecem todos os elementos-chave que os empregadores precisam para conceber pacotes de compensação eficientes e transparentes para os beneficiários internacionais. Saiba mais aqui.

 

Os números relativos ao de custo de vida e às comparações de custos de alojamento de aluguer são obtidos a partir de um inquérito realizado em março de 2021 assinado pela Mercer. As taxas de câmbio desse tempo e o cabaz internacional de bens e serviços da Mercer, provenientes do inquérito ‘Custo de vida das cidades’ têm sido utilizados como medidas de base.

 

Os governos e as grandes empresas utilizam este estudo para proteger o poder de compra dos seus colaboradores quando transferidos para o estrangeiro; os dados relativos aos custos de alojamento de arrendamento são usados para avaliar os subsídios de alojamento expatriados locais. A escolha das cidades inquiridas baseia-se na procura de dados dos clientes da Mercer.

 

[1] Inquérito de Atribuição Internacional Alternativa da Mercer

[2] Os dados da Mercer foram recolhidos em março de 2021; as variações de preços em muitos locais não foram significativos no momento da recolha de dados devido à pandemia, uma vez que foram adotadas várias medidas por governos em todo o mundo, tais como abstenção da cobrança do imposto sobre o valor acrescentado por um período de tempo.

 


Sobre a Mercer

Mercer dedica-se à construção de futuros mais brilhantes, através da redefinição do mundo do trabalho, da melhoria dos resultados em pensões e investimento e da promoção da saúde e bem-estar das pessoas. A Mercer tem cerca de 25,000 colaboradores em 43 países e opera em mais de 130 países. A Mercer é uma subsidiária da Marsh McLennan (NYSE: MMC), a empresa líder global em serviços profissionais nas áreas de risco, estratégia e pessoas com 76.000 colaboradores e com receitas anuais de mais de 17 mil milhões de dólares. Através dos seus negócios líderes de mercado, incluíndo MarshGuy Carpenter Oliver Wyman, a ajuda os clientes a navegar num ambiente cada vez mais dinâmico e complexo. Para mais informações, visite www.mercer.com. Siga a Mercer no Twitter @Mercer.

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