Executivos em Portugal planeiam realizar mudanças estruturais nas suas empresas

Executivos em Portugal planeiam realizar mudanças estruturais nas suas empresas nos próximos 12 meses

Executivos em Portugal planeiam realizar mudanças estruturais nas suas empresas nos próximos 12 meses

  • 1 de outubro de 2018
  • Portugal, Lisboa
  • 88% dos colaboradores em Portugal procura oportunidades para crescer pessoal e profissionalmente
  • 94% dos executivos refere a inovação como parte central da sua agenda para 2018, mas apenas 35% têm equipas dedicadas aos temas da inovação
  • 61% dos colaboradores pretendem maior flexibilidade comparando com a que têm atualmente, sendo que 75% dos profissionais de RH  refere que a flexibilidade no local de trabalho é uma área  de foco na sua organização
  • Relativamente a novas formas de vínculo profissional, 72% dos inquiridos considera poder alterar o seu vínculo laboral
  • A principal prioridade dos profissionais de RH em 2018 é o desenvolvimento de planos de sucessão (49%), seguido da otimização da gestão de desempenho (47%) e a atração de talento externo (43%)

Após vários anos a falar de disrupção, os executivos estão finalmente dispostos a passar das palavras à ação. De acordo com o estudo da Mercer Portugal Talent Trends 2018 – Unlocking Growth in the Human Age, a maioria dos executivos em Portugal planeia fazer alterações na sua estrutura organizacional. Por outro lado, os colaboradores valorizam cada vez mais oportunidades para crescer pessoal e profissionalmente (88%), com mais de metade (61%) dos inquiridos a querer maior flexibilidade no trabalho.

Este ano, o estudo da Mercer confirma uma vontade que temos vindo a assistir por parte dos gestores de topo no que diz respeito a processos de transformação nas suas organizações. As mudanças organizacionais têm de ser realizadas de forma integrada em vez de se realizarem várias iniciativas isoladas. A organização tem de compreender porque se faz a mudança e deve ser realmente envolvida no processo. Caso contrário, as resistências vão surgir e o risco de atrasar o processo aumenta, colocando em causa a concretização dos objetivos estratégicos da empresa,” refere Pedro Brito, Partner e Business Leader de Career da Mercer | Jason Associates. “A digitalização é uma das principais alavancas para a criação de organizações mais ágeis e competitivas. Mas a humanização tem de estar alinhada com esta realidade, trabalhando competências de resiliência face a adopção de novas tecnologias, e facilitando as atividades do dia-a-dia através destas novas formas de trabalhar. Só assim, teremos equipas comprometidas com o futuro.

Apesar do crescente peso das novas tecnologias, através da automação, robotização, inteligência artificial, 3D, e demais avanços, os executivos devem concentrar-se no “sistema operativo humano” para fortalecer as suas organizações. O estudo da Mercer identificou cinco tendências na gestão de talento em Portugal para 2018:

1.    Velocidade da mudança
2.    Trabalhar com um propósito
3.    Flexibilidade permanente
4.    Plataforma para o talento
5.    Digitalização de dentro para fora.

 

Velocidade da mudança: a forma como as empresas se preparam para o futuro do trabalho depende do nível de disrupção antecipada. Surpreendentemente, todas as empresas (100%) estão a planear mudanças estruturais este ano (1 em cada 4 dos executivos têm um scorecard com métricas de transformação). As principais mudanças planeadas são: a formação de equipas que se auto-motivem e de natureza holocrática; a aposta em estruturas horizontais; a descentralização dos processos de decisão; a eliminação de determinadas funções com menor impacto para a organização e a criação de unidades de projeto. Por outro lado, grande parte dos colaboradores em Portugal (88%) espera oportunidades de crescimento pessoal e profissional sendo que as empresas procuram cada vez mais competências humanas únicas.

Uma vez que mais de 20% dos principais executivos prevê que, pelo menos, uma em cada cinco funções da sua organização deixe de existir nos próximos cinco anos, estar preparado para a substituição e requalificação ao nível do trabalho é fundamental para a sobrevivência e competitividade dos negócios. Atendendo a esta conjuntura, 94% dos executivos em Portugal refere a inovação como parte principal da sua agenda em 2018, apesar de apenas 35% ter investimento específico para tal. Somente 6% dos colaboradores refere ser muito simples inovar e 42% das empresas em Portugal têm formação em inovação. Cerca de 39% das empresas encorajam os colaboradores a apresentar ideias inovadoras.

Trabalhar com um Propósito: Menos de metade (46%) dos colaboradores que se têm destacado e que se sentem profissionalmente e pessoalmente realizados, referem que a sua empresa apresenta um forte sentido de propósito. As razões mais apontadas para um colaborador ser bem-sucedido em Portugal prendem-se com: uma remuneração justa e competitiva; oportunidades de carreira; líderes que definem uma direção clara; possibilidade de trabalhar com os melhores; oportunidades de desenvolvimento de novas capacidades; trabalho em projetos com um propósito. Uma evidência do estudo é que colaboradores com incentivos de carreira demostram 4 vezes mais compromisso para com a sua organização.

Flexibilidade Permanente: Os colaboradores valorizam cada vez mais as suas expetativas entre o equilíbrio da sua vida pessoal e profissional. Querem mais opções de trabalho flexível, sendo que as organizações estão cada vez mais atentas – 75% dos Recursos Humanos refere que a flexibilidade no trabalho é um foco para a sua organização, apesar de mais de metade (56%) ter receio que a flexibilidade impacte nas suas perspetivas de promoção. Contudo, nenhuma (0%) das empresas nacionais se considera um líder flexível o que entra em concordância com a maioria dos colaboradores (61%) desejarem uma maior flexibilidade – acima da média internacional.

Plataforma para o Talento: Os profissionais de Recursos Humanos das empresas reconhecem a necessidade de delegar tendo em vista o futuro. A principal prioridade (49%) que destacaram em Portugal foi a necessidade de desenvolver líderes para o futuro. Na perspetiva dos executivos, o fator que terá mais impacto nas empresas este ano será valorizar e reforçar a experiência do colaborador. Já do ponto de vista dos colaboradores, a maior parte (63%) refere que quer que a sua empresa perceba melhor os seus interesses e competências específicas. A experiência profissional dos colaboradores deve, assim, passar por dedicar mais tempo ao que realmente gostam e são bons a executar. Além disso, os executivos devem promover um maior contacto com e entre os colaboradores atendendo ao facto de 71% dos colaboradores referir que poderia aumentar o seu desempenho se tivesse um acesso mais simples a especialistas e mentores. As principais mudanças que as empresas inquiridas referem na gestão de desempenho este ano são o desenvolvimento de carreira (41%), um investimento contínuo em ferramentas de feedback (40%) e calibração de objetivos (39%).

Digital de dentro para fora: Com a revolução digital em curso, as empresas e colaboradores dão cada vez mais relevância a ferramentas digitais na sua actividade profissional. Apesar de 75% dos colaboradores referirem que as ferramentas de última geração são importantes para o sucesso, mais de metade das empresas (68%) refere que, apesar de já estarem no caminho para moldar a experiência do colaborador, ainda há um longo percurso a percorrer. Os líderes das organizações pretendem investir este ano na gestão de conhecimento, na melhoria da eficiência das forças de vendas e em aumentar a eficiência dos Recursos Humanos. Atualmente, com as novas dinâmicas do mundo digital, 1 em cada 3 líderes em Portugal refere que o seu papel mudou com a introdução das tecnologias digitais, enquanto apenas 1 em cada 4 colaboradores sentiu essa mudança na sua atividade específica. Para o futuro do trabalho, será relevante criar transparência em torno de um quadro de referência automatizado. Cerca de 43% das empresas em Portugal utiliza atualmente ferramentas de avaliação online

 

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Nota aos editores:

O estudo da Mercer em Portugal contou com a participação de 31 executivos sénior, 96 líderes de Recursos Humanos e 302 colaboradores. O relatório avalia as novas tendências do futuro do trabalho, identifica as desconexões críticas relativamente à mudança e faz recomendações importantes para o crescimento de 2018.

Sobre a MERCER

A Mercer fornece aconselhamento e soluções impulsionadas pela tecnologia que ajudam as organizações  a ir ao encontro das necessidades de saúde, pensões, investimentos e carreira de uma força de trabalho em mudança. Os mais de 23.000 colaboradores da Mercer, encontram-se em 44 países e a empresa atua em mais de 130 países. A Mercer é uma subsidiária integral da Marsh & McLennan Companies (NYSE: MMC), a principal empresa global de serviços profissionais nas áreas de risco, estratégia e pessoas. Com cerca de 65 mil colaboradores e receita anual de mais de 14 mil milhões de euros, através das suas empresas líderes de mercado, incluindo a Marsh, Guy Carpenter e Oliver Wyman e a Marsh & McLennan ajudam os clientes a conseguir atuar num ambiente cada vez mais dinâmico e complexo.
Em Portugal desde 1993 conta com uma equipa de 450 profissionais e está presente em Lisboa e no Porto. Em 2017, a Mercer adquiriu a Jason Associates e criou uma nova marca Mercer | Jason Associates, cuja ambição é capacitar as organizações para a missão complexa e apaixonante de gerir e desenvolver pessoas.
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