Estudo Qualidade de Vida 2015

Estudo Qualidade de Vida 2015

Estudo Mercer – Quality of Living 2015

  • 4 de Março de 2015
  • Portugal, Lisboa
 
  • Europa volta a dominar topo da lista de cidades com melhor qualidade de vida
 

Aceda à página global do estudo sobre Qualidade de Vida

 

  • Viena é a cidade com  maior nível de qualidade de vida
  • Bagdade encontra-se posicionada na última posição do ranking
  • Lisboa ocupa o 41º lugar, tendo subido duas posições relativamente ao ano passado

 

Viena é a cidade com melhor nível de qualidade de vida no mundo, de acordo com o estudo da Mercer “Quality of Living 2015”. De uma forma geral, as cidades europeias dominam o topo da lista de cidades com melhor qualidade de vida, em conjunto com algumas das maiores cidades da Austrália e da Nova Zelândia. Zurique, Auckland e Munique ocupam o segundo, terceiro e quarto lugares, respetivamente. Na quinta posição surge Vancouver, a primeira cidade norte-americana a surgir no ranking e a única desta região a integrar os primeiros 10 lugares desta classificação. A primeira cidade asiática a integrar o ranking é Singapura, no 26º lugar. O Dubai surge como o primeiro representante de toda a região do Médio oriente e África, na 74ª posição. De todas as cidades da América do Sul, a primeira a surgir neste ranking é Montevidéu, no Uruguai (78º).

A consultora Mercer conduz o estudo sobre Qualidade de Vida com uma periodicidade anual, com o objectivo de auxiliar as empresas multinacionais e outras entidades empregadoras a remunerarem com justiça e rigor os colaboradores que sejam colocados em projectos internacionais, em alinhamento com as suas políticas e práticas de Mobilidade Internacional. Dois dos incentivos mais comuns nas políticas de mobilidade das organizações são os subsídios de qualidade de vida e os prémios de mobilidade. Os subsídios de qualidade de vida ou “penosidade” compensam os expatriados por um decréscimo de qualidade de vida em relação ao seu país de origem. Por outro lado, um prémio de mobilidade compensa simplesmente a disponibilidade do colaborador para ser transferido e ir trabalhar noutro país. O estudo “Quality of Living” da Mercer disponibiliza informação relevante e recomendações acerca dos montantes dos subsídios a atribuir para mais de 440 cidades em todo o mundo, estando 230 delas presentes neste ranking.

Aceitar um trabalho de curto ou de longo prazo num novo país é, em simultâneo, uma experiência entusiasmante e um grande desafio não só para os colaboradores, mas também para as respectivas famílias. A integração dos colaboradores e dos seus familiares nem sempre é fácil pelo facto de existirem diferenças culturais, sociais, climatéricas, cenários de instabilidade política, de pobreza ou mesmo zonas com altos índices de criminalidade em muitos países para onde vão trabalhar. Os colaboradores precisam de avaliar se os membros da sua equipa ou familiares vão sofrer alguma diminuição no seu nível de qualidade de vida quando se deslocam para novas regiões e garantir que são justamente compensados por isso", refere Tiago Borges, Responsável da área de Estudos de Mercado da consultora Mercer.

Tal como aconteceu no estudo do ano passado, continuamos este ano a reconhecer as cidades emergentes que estão cada vez mais a tornar-se concorrentes dos tradicionais centros financeiros e empresariais. As designadas "cidades emergentes de segunda linha" encontram-se a investir, particularmente em infra-estruturas de forma a melhorarem os seus padrões de qualidade de vida e, em ultima análise, a atraírem mais empresas estrangeiras”, acrescenta Tiago Borges.

Europa

Apesar das preocupações que existem relativamente ao crescimento económico, as cidades da Europa Ocidental continuam a oferecer um ambiente estável e muito agradável para empregadores e colaboradores. Viena surge em primeiro lugar neste ranking, seguida por Zurique (2º), Munique (4º), Düsseldorf (6º) e Frankfurt (7º). Com Genebra e Copenhaga a ocuparem o 8º e o 9º lugares, respetivamente, as cidades da Europa Ocidental ocupam 7 lugares no Top 10. As cidades com piores classificações desta região são Belfast (63º) e Atenas (85º).

Lisboa aparece classificada em 41º lugar do ranking. A capital portuguesa consegue assim subir dois lugares no ranking, relativamente ao ano passado, posicionando-se imediatamente acima de cidades como Chicago (43º) e Nova Iorque (44º). Relativamente a Lisboa, os pontos onde Lisboa se apresenta melhor em termos absolutos são sobre os items relativos ao ambiente económico, ao ambiente sócio-cultural e disponibilidade de bens de consumo, por outro lado, onde se qualifica pior é no congestionamento de tráfego, facilidades aeroportuárias e poluição atmosférica.

As cidades europeias continuam a ser consideradas as melhores no que se refere aos padrões de qualidade de vida, comparativamente com cidades localizadas noutras regiões. A estabilidade política e uma taxa de criminalidade ainda baixa, em conjunto com boas condições ao nível da saúde, infra-estruturas e entretenimento, fazem com que apareçam posicionadas entre os primeiros lugares no ranking. A região não sofreu grandes alterações nos padrões de vida tendo em conta o ano anterior”, comenta Tiago Borges.

As cidades da Europa Central e de Leste apresentam uma variedade mais ampla de padrões de qualidade. As cidades mais bem classificadas nesta zona são Praga (68º), Budapeste e Ljubljana (ambas na 75ª posição). Destaque para a cidade emergente de Wroclaw (100º), na Polónia, que oferece um bom ambiente cultural e social e uma boa oferta de bens de consumo. As cidades pior classificadas desta região são Kiev (176º), Tirana (180º), e Minsk (189º), com Kiev a cair significativamente neste ranking, devido ao cenário de instabilidade politica e de violência na Ucrânia, de um modo geral. 

Américas

Na América do Norte, o Canadá e os Estados Unidos continuam a oferecer uma qualidade de vida elevada. Vancouver (5º) é a primeira cidade a surgir da região, seguida por duas outras cidades canadianas: Toronto (15º) e Ottava (16º). São Francisco (27º), Boston (34º) e Honolulu (36º) são as cidades mais bem classificadas dos Estados Unidos. A primeira cidade a surgir no México é Monterrey, em 109º lugar. A Cidade do México surge apenas em 126º lugar. As cidades da América do Norte pior classificadas no ranking são Havana (193º) e Port-au-Prince (228º).

Na América do Sul, Montevidéu (78º), Buenos Aires (91º) e Santiago (93º) são as cidades que surgem nos lugares mais cimeiros desta tabela. Nas piores posições surgem La Paz (156º) e Caracas (179º). No Brasil, a Mercer identificou Manaus como uma cidade emergente, surgindo na 127ª posição. Esta zona está já a revelar-se um verdadeiro centro industrial e tem uma zona económica livre com uma disponibilidade alargada de bens de consumo e uma  infraestrutura relativamente avançada que acabam por compensar parcialmente os pontos mais negativos de Manaus, como a falta de opções de formação internacionais para expatriados e a sua localização remota.

Ásia-Pacífico

A Ásia é a região que exibe a maior variedade de padrões de qualidade de vida. No topo do ranking surge Singapura, que ocupa o 26º lugar, e no fundo da lista, Dushanbe, Tajiquistão, na 214ª posição. Tóquio foi a melhor classificada entre as cidades do leste da Ásia, ocupando o 44º lugar. Outras cidades chave desta região incluem Hong Kong (70º), Seul (72º), Taipei (83º), Xangai (101º) e Pequim (118º). Cidades emergentes notáveis nesta parte da Ásia incluem Cheonan (98º), Coreia do Sul e Taichung (99º), em Taiwan. As cidades chinesas de Xi'an e Chongqing (ambas classificados em 142º lugar) estão também a emergir como destinos empresariais. Para aumentarem os padrões da qualidade de vida, estas regiões enfrentam dois grandes desafios: o fornecimento de água potável e a poluição do ar. No entanto, os avanços nas telecomunicações e os sectores ligados à área de consumo contribuíram com pontos positivos para esta classificação.

Logo atrás de Singapura, a segunda cidade do Sudeste Asiático melhor classificada no ranking é Kuala Lumpur (84º). No entanto, o estudo destaca ainda outras grandes cidades como Banguecoque (117º), Manila (136º) e Jacarta (140º). No Sul da Ásia, Colombo (132º) surge em primeiro, seguida por cidades indianas emergentes como Hyderabad (138º) e Pune (145º). Ambas as cidades obtiveram uma classificação mais elevada em termos de qualidade de vida que os centros de negócios mais tradicionais do país, como Mumbai (152º) e Nova Deli (154º). O aumento populacional significativo que tem sido registado em Mumbai e Nova Deli, nas últimas décadas, tem aumentado alguns dos problemas já existentes, como o acesso a água potável, a poluição do ar e o congestionamento de trânsito.

No Pacífico, a Nova Zelândia e as cidades australianas encontram-se entre as cidades mais bem classificadas a nível mundial, neste estudo. É o caso de Auckland, que se encontra na 3ª posição, Sydney em 10º lugar, Wellington em 12º e Melbourne em 16º.

Médio Oriente e África

Na 74ª posição, o Dubai foi considerado a cidade com melhor qualidade de vida de toda a região do Médio Oriente e África. Segue-se nesta lista Abu Dhabi (77º), também nos Emirados Árabes Unidos, e Port Louis (82º), nas Maurícias. Na África do Sul, Durban (85º) é uma cidade emergente e surge mais bem classificada que os tradicionais centros empresariais do país, como a Cidade do Cabo (91º) e Joanesburgo (94º). Esta classificação da cidade de Durban deve-se essencialmente à oferta de alojamento de alta qualidade, às abundantes opções de entretenimento e à boa disponibilidade de bens de consumo. No entanto, os problemas de criminalidade da cidade impedem-na de chegar ao top 50.

No ranking das 230 cidades, Bagdad é a cidade que ocupa a última posição na região e a nível global.

Nota aos Editores

As classificações mundiais são produzidas anualmente a partir dos Worldwide Quality of Living Surveys mais recentes, realizados pela Mercer. Os relatórios individuais são produzidos para cada cidade analisada. Estão disponíveis índices comparativos de qualidade de vida entre a cidade base e a cidade anfitriã, bem como comparações entre múltiplas cidades. Mais informação através dos consultores locais da Mercer, ou online em www.mercer.com/qualityofliving.

A lista de classificações é disponibilizada aos jornalistas a título de referência e não deverá ser publicada na íntegra. Publicações e outros meios de comunicação social poderão reproduzir numa tabela as 10 cidades no topo e as 10 no fundo da classificação. A maioria dos dados foi recolhida entre Setembro e Novembro de 2014, e os mesmos são actualizados com regularidade para ter em conta alterações de circunstâncias. Em particular, as avaliações são revistas no caso de desenvolvimentos políticos, económicos e ambientais significativos.

Expatriados em zonas difíceis: determinação de subsídios e incentivos adequados
As empresas têm de definir os pacotes de remuneração dos seus expatriados de forma racional, consistente e sistemática. A oferta de incentivos para recompensar e reconhecer os esforços que os colaboradores e as suas famílias fazem quando aceitam missões internacionais mantém-se uma prática comum, sobretudo em zonas onde as condições de vida são mais difíceis. Dois incentivos comuns incluem um subsídio de qualidade de vida e um prémio de mobilidade.

Os subsídios de qualidade de vida ou “penosidade” compensam os expatriados por um declínio de qualidade de vida em relação ao seu país de origem. Por outro lado, um prémio de mobilidade compensa simplesmente o inconveniente de ser transferido e ter de trabalhar noutro país. Um subsídio de qualidade de vida está normalmente relacionado com a localização, enquanto um prémio de mobilidade é geralmente independente do local de destino. Algumas multinacionais combinam estes prémios, mas a grande maioria oferece-os separadamente.

Qualidade de Vida: Indicadores de Referência das Cidades

A Mercer fornece também aconselhamento aos municípios para que estes compreendam quais os factores que influenciam a sua classificação ao nível da qualidade de vida. Num ambiente global, as empresas têm múltiplas opções para abrir um negócio e expatriar os seus colaboradores, sendo o nível de qualidade de vida de uma cidade um importante factor a considerar.

Os governantes das várias cidades procuram conhecer os factores que afectam a qualidade de vida dos seus cidadãos e melhorá-los. A Mercer providencia aconselhamento, através de uma abordagem holística, que vai ao encontro da procura de excelência e de atracção de multinacionais e mobilidade de talento, melhorando os factores que influenciam a classificação do nível de qualidade de vida.

Recomendações Mercer para subsídios de qualidade de vida

A Mercer avalia as condições de vida locais nas mais de 440 cidades que analisa no mundo inteiro. As condições de vida são analisadas de acordo com 39 critérios, agrupados em 10 categorias:

  1. Ambiente Social e Político (estabilidade política, criminalidade, política de segurança, etc.)
  2. Ambiente Económico (política cambial, serviços bancários, etc.)
  3. Ambiente Sociocultural (censura, limitações à liberdade individual, etc.)
  4. Factores médicos e sanitários (serviços de saúde, doenças infecciosas, saneamento básico, recolha de lixo, poluição do ar, etc.)
  5. Escolas e educação (nível e disponibilidade de escolas internacionais, etc.)
  6. Serviços públicos e transportes (electricidade, água, transportes públicos, congestionamentos de tráfego, etc.)
  7. Entretenimento (restaurantes, teatros, cinemas, desportos e lazer, etc.)
  8. Bens de Consumo (disponibilidade de alimentos, itens de consumo diário, automóveis, etc.)
  9. Habitação (alojamento, equipamentos domésticos, móveis, serviços de manutenção, etc.)
  10. Factores naturais (clima, registo de desastres naturais)

As pontuações atribuídas a cada critério permitem comparações entre cidades. O resultado é um índice de qualidade de vida que compara diferenças relativas entre dois locais. Para uma utilização eficaz dos índices, a Mercer criou uma grelha que permite que os utilizadores associem o índice resultante a um valor de subsídio de qualidade de vida, ao recomendar um valor de percentagem em relação ao índice.

Consultar o ranking das cidades

 Sobre a Mercer
 

A Mercer é líder global em serviços de consultoria nas áreas de talentos, benefícios, pensões e investimentos. A Mercer ajuda os seus clientes a promover o bem estar e desempenho do seu activo mais importante – As Pessoas.
Os 20.000 colaboradores da Mercer estão distribuídos por 43 países.
A Mercer faz parte do grupo Marsh & McLennan Companies (NYSE: MMC), composto por empresas que oferecem as melhores soluções nas áreas de Risco, Estratégia e de gestão de Recursos Humanos. O volume de negócios anual do Grupo Marsh & McLennan Companies ultrapassa os 11.000 milhões de dólares e conta com mais de 53.000 colaboradores.
Deste grupo fazem também parte a Marsh, líder mundial em corretagem de seguros e gestão de riscos; a Guy Carpenter, líder mundial em serviços de riscos e corretagem de resseguros; e a Oliver Wyman, líder mundial em consultoria estratégica.
Em Portugal (Lisboa e Porto) desde 1993, a Mercer conta com uma equipa com mais de 160 profissionais que desenvolvem soluções para os desafios específicos dos seus clientes a nível local e global.
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