Empresas do Norte reforçam a necessidade de trabalhar com um propósito | Mercer

Mercer e Fartech iniciam o ano com debate sobre Talent Trends & Innovation

Empresas do Norte reforçam a necessidade de trabalhar com um propósito

  • 11 de fevereiro de 2019
  • Portugal, Lisboa
  • Mercer e Fartech iniciam o ano com debate sobre Talent Trends & Innovation

A Mercer, consultora nas áreas de benefícios, pensões, investimentos e carreiras, juntou-se recentemente à Fartech na promoção de um pequeno-almoço dirigido a empresas do Norte do País sobre o tema Talent Trends & Innovation no espaço da empresa de e-commerce no Porto. Esta iniciativa teve como principal objetivo partilhar as principais tendências do estudo Global Trends da Mercer e promover um espaço de debate e reflexão sobre as mesmas, bem como, partilhar as práticas inovadoras ao nível da gestão de pessoas que a Farfetch tem vindo a implementar com sucesso e que a tornam numa referência nacional e internacional.

Com um ambiente mais informal e próximo os participantes fizeram questão de partilhar as suas realidades e quais as prioridades para 2019, baseando-se nas cinco tendências que o estudo identifica. Foi notório o consenso de que Trabalhar com um Propósito está no topo das agendas e que é necessário implementar mudanças para garantir o sucesso dos negócios. Não é novidade que pessoas felizes e realizadas fazem mais, melhor e durante mais tempo e um dos pontos que eleva a experiência do trabalho é a definição do propósito. Segundo o estudo, 75% dos colaboradores desejam trabalhar num sítio com propósito, que tenham afinidade, orgulho e paixão para com a sua atividade. As empresas devem pensar na criação de propostas de valor centradas nas expetativas dos colaboradores, que lhes permita aproveitar ao máximo a experiência e garantir o máximo de produtividade.

As restantes tendências debatidas:

Velocidade da Mudança
No que se refere à mudança em ambientes organizacionais, verifica-se a necessidade de estruturas mais ágeis, sendo que 96% dos executivos planeiam mudanças estruturais este ano. Para tal, é essencial ter uma visão para uma força de trabalho do futuro e apostar em novos modelos e processos. Mais de metade dos executivos (53%) prevê que, pelo menos, uma em cada cinco funções da sua organização deixará de existir nos próximos cinco anos, pelo que é necessário estar preparado para esta realidade.

Flexibilidade Permanente
80% dos executivos (em oposição aos 49% em 2017) afirmam que a flexibilidade no local de trabalho é uma parte essencial da sua proposta de valor. Até 2020, prevê-se um aumento de espaços de trabalho partilhados, hotdesking, e de trabalho a partir de casa ou trabalho à distância, no fundo, formas de trabalho mais flexíveis para os colaboradores. 71% dos indivíduos referem que a sua empresa oferece um regime de trabalho flexível, apesar de 41% estarem preocupados com o facto de a flexibilidade poder impactar as suas perspetivas promocionais. Estas tendências exigem novos modelos de trabalho que demonstrem confiança no colaborador, benefícios e integração da vida pessoal na vida profissional.

As organizações devem oferecer benefícios que os seus colaboradores valorizem e que  promovam o seu compromisso. 61% dos colaboradores refere que a saúde é uma preocupação maior do as suas finanças ou carreira, mas apenas 14% das empresas colocam a saúde e bem-estar como uma prioridade na gestão de talento. Desta forma, as empresas devem preocupar-se em considerar a pessoa como um todo (preocupações, expetativas, paixões, ciclo e estilo de vida,… ) e personalizar para diferenciar.

Plataforma de Talento
A “Plataforma de Talento”, ao contrário das estruturas tradicionais, não assenta em relações hierárquicas rígidas ou em relações de trabalho estáveis. Assenta sim em quatro pilares:

  • Parcerias, passando pela partilha de talentos entre empresas
  • Recurso a freelancers, alavancando o talento individual e independente
  • Crowdsourcing, escalando o conhecimento da “tribo” ou do ecossistema
  • Co-optetion, colaborando com a concorrência

Digital de dentro para fora
Apenas 15% das empresas se considera atualmente uma organização digital. Apesar de 65% dos colaboradores referirem que as ferramentas de última geração são importantes para o sucesso, menos de metade (48%) diz ter as ferramentas digitais necessárias para cumprir as suas tarefas. O sucesso envolve a mudança e isso requer uma vontade em arriscar e refazer os modelos tradicionais.

A dinamização da conversa foi assegurada por Pedro Brito e Paulo Fradinho (Partners da Mercer). , Luísa Fernandes (Director of People Development da Farfetch) e Augusto Gonçalves (Director of Operations Strategy Farfetch).

Luísa Fernandes, Director of People Development da Farfetch, refere: “Para a Farfetch sempre foi uma prioridade proporcionar um ambiente de trabalho positivo, próximo e informal. Faz parte da nossa missão garantir que as pessoas se sentem genuinamente felizes no local de trabalho. Temos de olhar com atenção para cada indivíduo, dar a cada um a possibilidade de desenvolver as suas capacidades e de transformar a sua carreira. A gestão de pessoas é um desafio complexo, mas na Farfetch acreditamos que este olhar individual, humano e distinto, assente numa cultura forte,  pode ter um peso significativo no sucesso ou insucesso de uma empresa. É muito bom sermos reconhecidos como um exemplo a seguir e ficamos muito satisfeitos por podermos dar a conhecer o negócio, a cultura e as boas práticas da Farfetch a tantas empresas de tantas áreas diferentes”.

Pedro Brito, Partner da Mercer partilha que: “Estes encontros são não só uma oportunidade para clarificarmos a forma como estas tendências na área de gestão de pessoas estão a impactar as nossas organizações, mas também um espaço de debate e partilha sobre como as empresas participantes neste fórum têm atuado para fazer face a alguns dos desafios discutidos. Acredito que 2019 será um ano que as empresas irão apostar muito na transformação das suas organizações, seja numa perspetiva cultural, organizacional, tecnológica ou na forma de atuar no mercado. Esperamos poder contribuir para o sucesso destas mudanças, sobretudo porque no centro destas mudanças estão sempre as pessoas que fazem parte da equipa.”.

Participaram no evento representantes de 40 empresas de diversas áreas de atividade tais como: Tecnologia, Energia, Retalho, Hotelaria e Restauração, Saúde e Farmacêutica, Automóvel, Educação, entre outros.

 

Sobre a MERCER

A Mercer fornece aconselhamento e soluções impulsionadas pela tecnologia que ajudam as organizações a ir ao encontro das necessidades de saúde, pensões, investimentos e carreira de uma força de trabalho em mudança. Os mais de 23.000 colaboradores da Mercer, encontram-se em 44 países e a empresa atua em mais de 130 países. A Mercer é uma subsidiária integral da Marsh & McLennan Companies (NYSE: MMC), a principal empresa global de serviços profissionais nas áreas de risco, estratégia e pessoas. Com cerca de 65 mil colaboradores e receita anual de mais de 14 mil milhões de euros, através das suas empresas líderes de mercado, incluindo a Marsh, Guy Carpenter e Oliver Wyman e a Marsh & McLennan ajudam os clientes a conseguir atuar num ambiente cada vez mais dinâmico e complexo.

Em Portugal desde 1993 conta com uma equipa de 450 profissionais e está presente em Lisboa e no Porto. Em 2017, a Mercer adquiriu a Jason Associates e criou uma nova marca Mercer | Jason Associates, cuja ambição é capacitar as organizações para a missão complexa e apaixonante de gerir e desenvolver pessoas.

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