Estudo Mercer – Quality Of Living 2019 | Mercer

Estudo Mercer – Quality Of Living 2019

Estudo Mercer – Quality Of Living 2019 21ª edição

  • 13 de março de 2019
  • Portugal, Lisboa

Lisboa sobe na lista das cidades com melhor qualidade de vida

  • A capital portuguesa encontra-se na 37.ª posição, acima de Madrid, Barcelona, Paris, Londres ou Nova Iorque
  • Lisboa é a 31ª cidade mais segura do mundo, subindo 12 posições em relação ao lugar que ocupava  em 2005.
  • Viena é a cidade com melhor qualidade de vida a nível mundial, pelo 10.º ano consecutivo
  • Zurique e Munique ocupam o segundo e terceiro lugares respetivamente na Europa
  • Bagdade situa-se na última posição
  • Europa Ocidental domina novo ranking de segurança da Mercer, com Luxemburgo no topo da Lista

As tensões comerciais e as tendências populistas continuam a dominar o clima político e económico global. A conjugação entre o espectro de uma política monetária restritiva e a volatilidade iminente dos mercados leva a  que os negócios internacionais se encontrem mais pressionados do que nunca para garantir que as operações no estrangeiro tenham sucesso. O 21º estudo anual Quality of Living da Mercer mostra que muitas cidades em todo o Mundo ainda oferecem ambientes atrativos para fazer negócios. As cidades melhores pontuadas são as que perceberam  que a qualidade de vida é uma componente essencial no que se refere à atratividade de negócios e à mobilidade de talento.

Globalmente, Viena lidera o ranking pelo 10º ano consecutivo, seguida de perto por Zurique (2ª). Em terceiro lugar partilhado encontram-se Auckland, Munique e Vancouver – a cidade com melhor ranking na América do Norte nos últimos 10 anos. Singapura (25ª), Montevideo (78ª) e Porto Luís (83ª) mantêm o seu estatuto enquanto as cidades com o ranking mais elevado na Ásia, América do Sul e África, respetivamente. Apesar de Bagdade continuar no lugar mais baixo da lista, verificaram-se melhorias significativas associadas aos serviços de segurança e saúde. Caracas, contudo, viu as suas condições de vida caírem devido à instabilidade política e económica.

“Estruturas locais fortes são essenciais para as operações globais das multinacionais, e são impulsionadas em grande parte pelo bem-estar pessoal e profissional dos Quadros que as empresas colocam nesses locais,” refere Tiago Borges, Líder da áreas de Rewards da Mercer | Jason Associates. “Empresas que procuram expandir-se além-fronteiras têm uma série de considerações a nível local quando identificam a melhor localização para colocar os seus novos escritórios e colaboradores. A questão mais importante é terem acesso a dados relevantes, fidedignos e a uma avaliação padronizada, elementos essenciais para tomadas de decisão críticas, tais como onde colocar os escritórios ou , como irão distribuir, alojar e remunerar as suas pessoas a nível global.”

“As alterações que estão em curso em termos socioeconómicos a nível mundial estão a fazer com que as empresas e organizações reflictam mais a fundo sobre as oportunidades de negócio além-fronteiras. Diversos fatores entram em jogo nestas tomadas de decisão, tais como a segurança que incluímos na nossa análise deste ano,” comenta Tiago Borges. “No que se refere às principais conclusões que retirámos internamente, percebemos que Lisboa no que toca a segurança, subiu várias posições em comparação com o mesmo índice que lançámos em 2005. Estamos a atravessar um momento estável a nível económico, com investimento internacional, uma taxa de desemprego relativamente baixa e resultados animadores no que toca, por exemplo, às exportações. A qualidade de vida da capital portuguesa tem vindo a evoluir em todos os sentidos, fazendo de Lisboa uma opção incontornável a nível internacional.”

O estudo da Mercer é um dos mais abrangentes e é desenvolvido anualmente para permitir a empresas multinacionais e outras organizações remunerarem os seus colaboradores de forma justa quando os colocam em projetos internacionais. Para além de dados importantes relativamente à qualidade de vida, o estudo da Mercer faz uma avaliação de mais de 450 cidades em todo o mundo. Este ranking inclui 231 destas cidades.

Este ano, a Mercer disponibiliza um ranking separado sobre segurança pessoal que analisa a estabilidade interna das cidades, níveis de criminalidade, aplicação da lei, limitações à liberdade individual, relações com outros países e liberdade de imprensa. A segurança pessoal é um pilar de estabilidade em qualquer cidade, sem o qual os negócios e talentos não conseguem prosperar. Este ano, a Europa Ocidental lidera os rankings, com o Luxemburgo a ser considerado a cidade mais segura do mundo, seguido por Helsínquia, e as cidades suíças como Basileia, Berna e Zurique, juntas em segundo lugar. De acordo com o ranking de 2019 de segurança pessoal da Mercer, Damasco posiciona-se no fundo da tabela em 231º lugar e Bangui, na República Centro Africana, registou o segundo pior resultado, encontrando-se em 230º lugar.

“A segurança das pessoas é medida através de um largo conjunto de  fatores e está constantemente em mutação, visto que as circunstâncias e condições nas cidades e países muda de ano para ano. Estes fatores revelam-se essenciais para as multinacionais no sentido de decidirem quando devem enviar os seus colaboradores além-fronteiras, tendo em consideração preocupações em torno da segurança do expatriado, bem como o impacto significativo que pode ter relativamente ao custo de programas de compensação internacionais,” comenta Tiago Borges. “No sentido de permanecerem atualizadas acerca da qualidade de vida nas várias geografias que os seus colaboradores são colocados, as empresas precisam de dados precisos e métodos objetivos para as ajudar a determinar o custo das implicações de mudança de padrões de vida.”

Europa

As cidades europeias continuam a ter a qualidade de vida mais elevada do mundo, com Viena (1º), Zurique (2º) e Munique (3º) a ocuparem o primeiro, segundo e terceiro lugares na Europa, mas também no Mundo. 13 cidades do top 20 são europeias. As principais capitais europeias como Berlim (13º), Paris (39º) e Londres (41º) permaneceram estabilizadas no ranking deste ano, enquanto Madrid (46º) subiu 3 lugares e Roma (56º) subiu um. Minsk (188º) Tirana (175º) e São Petersburgo (174º) permaneceram como as cidades com o ranking mais baixo na Europa este ano, enquanto Sarajevo (156º) subiu três lugares devido à queda de crimes reportados.

A cidade mais segura da Europa foi Luxemburgo, seguida de Basileia, Berna, Helsínquia e Zurique, reunidas em segundo lugar. Moscovo (200º) e São Petersburgo (197º) foram, este ano, as cidades menos seguras na Europa. As cidades que mais caíram no ranking na Europa Ocidental entre 2005 e 2019 foram Bruxelas (47º), devido aos ataques terroristas recentes e Atenas (102º), refletindo a sua recuperação lenta da convulsão económica e política, em seguimento da crise financeira mundial.

Lisboa, encontra-se este ano na 37ª posição, tendo subido uma posição relativamente ao ano passado,. Esta classificação permite-lhe estar acima de cidades como Paris (39ª), Londres (41ª) ou Nova Iorque (44ª). Contudo, o grande salto da capital portuguesa verifica-se no ranking da Segurança. Neste, Lisboa encontra-se na 31ª posição, subindo 12 lugares relativamente a 2005, onde se encontrava em 43º. Neste aspeto Lisboa encontra-se acima de cidades como Dublin (32ª), Paris (60ª) ou Barcelona (61ª).

Américas

Na América do Norte, as cidades canadianas continuam a refletir os valores mais elevados, com Vancouver (3º) a registar o ranking mais elevado de qualidade de vida em geral, mas a partilhar o lugar com Toronto, Montreal, Ottawa e Calgary no que se refere a segurança. Todas as cidades norte americanas abrangidas pela análise caíram nos rankings deste ano, com Washington DC (53º) a ter a maior queda. A exceção foi Nova Iorque (44º) que subiu um lugar - visto a taxa de criminalidade na cidade continuar a baixar. Detroit mantém-se a cidade norte americana com a qualidade de vida mais baixa este ano, enquanto a capital haitiana Porto Príncipe (228º) é a mais baixa de todo o ranking americano. Questões de estabilidade interna e demonstrações públicas em Nicarágua fizeram com que Manágua (180º) caísse sete lugares no ranking de qualidade de vida este ano e a violência associada a cartéis e às elevadas taxas de criminalidade fizeram com que o ranking do México, de Monterrey (113º) e da Cidade do México (129º) permanecesse baixo.

Na América do Sul, Montevideo (78º) registou novamente a qualidade de vida mais elevada, enquanto a contínua instabilidade em Caracas (202º) fez a cidade cair nove lugares este ano no que se refere à qualidade de vida e 48 lugares no que se refere à segurança, para 222º lugar, tornando-a a cidade menos segura no continente americano. A qualidade de vida manteve-se basicamente inalterada durante o último ano em outras cidades chave como Buenos Aires (91º), Santiago (93º) e Rio de Janeiro (118º).

Sudeste Asiático e África

Dubai (74º) continua a registar o ranking mais elevado em todo o Sudeste Asiático quanto a qualidade de vida, seguida de perto por Abu Dhabi (78º); enquanto Sanaa (229º) e Bagdade (231º) contam com o pior registo na região. A abertura de instalações de lazer como parte do Saudi Arabia’s 2030 Vision, fez com que  Riade (164º) subisse uma posição este ano. Uma queda na taxa de criminalidade e a ausência de incidentes terroristas nos últimos 12 meses fez com que Istambul (130º) subisse quatro lugares. As cidades mais seguras do Sudeste Asiático são Dubai (73º) e Abu Dhabi (73º). Damasco (231º) é a cidade menos segura, tanto no Sudeste Asiático como no mundo.

Em África, Porto Luís (83º) foi a cidade com melhor qualidade de vida e também a mais segura (59º). Relativamente à qualidade de vida em geral, é seguida de perto por cidades sul-africanas como Durban (88º), Cidade do Cabo (95º) e Joanesburgo (96º), apesar destas cidades ainda registarem rankings baixos no que se refere à segurança pessoal. Questões relacionadas com a escassez de água na Cidade do Cabo contribuíram para que caísse um lugar este ano. Por outro lado, Bangui (230º) registou o pior resultado para este continente e também apresentou o ranking mais baixo relativamente à segurança pessoal (230º). O progresso da Gâmbia na direção de um sistema político democrático e a melhoria das relações internacionais e direitos humanos fizeram com que Banjul (179º) tivesse a maior melhoria na qualidade de vida em África, como também no mundo, tendo subido seis lugares este ano.

Ásia-Pacífico

Na Ásia, Singapura (25º) apresenta a melhor qualidade de vida, seguida por cinco cidades japonesas como Tóquio (49º), Kobe (49º), Yokohama (55º), Osaka (58º), e Nagoya (62º), e depois Hong Kong (71º) e Seoul (77º), que subiram dois lugares este último ano graças ao retorno da estabilidade política. No Sudeste Asiático, outras cidades notáveis são Kuala Lumpur (85º), Bangkok (133), Manila (137º) e Jacarta (142º); e em território chinês: Shangai (103º), Pequim (120º), Guangzhou (122º) e Shenzhen (132º). No que se refere à segurança pessoal, de todas as cidades do Este e Sudeste Asiático, Singapura (30º) registou o melhor ranking e Phnom Penh (199º) o pior. A segurança continua a ser um problema nas cidades centro asiáticas como Almaty (181º), Tachkent (201º), Asgabat (206º), Dushanbe (209º) e Bichkek (211º).

No Sul Asiático, as cidades indianas de Nova Deli (162º), Mumbai (154º) e Bangalore (149º), não registaram qualquer alteração em comparação com o ranking para a qualidade de vida em geral do ano passado, com Colombo (138º) a marcar presença no topo do ranking. Em 105º lugar, Chennai é a cidade da região mais segura, enquanto Karachi (226º) é a menos segura.

Nova Zelândia e Austrália continuam com um ranking de qualidade de vida elevado, com Auckland (3º), Sidney (11º), Wellington (15º) e Melbourne (17º) a permanecerem no top 20. As principais cidades australianas marcam todas presença no top 50 de segurança, com Auckland e Wellington no topo do ranking de segurança na Oceânia, juntas em nono lugar.    

 

-Fim-

 

Nota aos Editores

A Mercer produz todos os anos rankings mundiais de qualidade de vida a partir dos seus Worldwide Quality of Living Surveys. Os relatórios individuais são criados para cada cidade analisada. Encontram-se disponíveis índices comparativos de qualidade de vida entre a cidade base e a cidade anfitriã, bem como comparações entre múltiplas cidades. Mais informações disponíveis em www.mercer.com/qualityofliving.

A informação foi criteriosamente analisada entre setembro e novembro de 2018, e vai ser atualizada regularmente para contemplar eventuais alterações. Em particular, as avaliações serão revistas para refletirem desenvolvimentos significativos de cariz político, económico ou ambiental. A lista com os rankings é fornecida aos meios de comunicação social apenas para referência, pelo que não deve ser publicada na íntegra. As 10 cidades mais bem classificadas e as 10 piores classificadas em ambas as listas podem ser exibidas numa tabela.

As informações e os dados obtidos através dos relatórios de Qualidade de Vida devem ser exclusivamente usados para fins informativos. Podem ainda ser usados por organizações multinacionais, agências governamentais e municípios. Não foram criados nem se destinam a ser usados como base para investimento estrangeiro ou turismo. Em caso algum a Mercer será responsabilizada por qualquer decisão ou ação tomada com base nos resultados obtidos com o uso de, ou com a as informações ou dados incluídos nos relatórios. Apesar de os relatórios terem sido criados com base em fontes, informações e sistemas considerados fiáveis e precisos, são divulgados na "forma em que se encontram". A Mercer não aceita qualquer responsabilidade pela validação/exatidão (ou de outra forma) dos recursos/dados utilizados para compilar os relatórios. A Mercer e as suas afiliadas não fazem representações ou garantias relativas aos relatórios, e renunciam todas as garantias expressas, implícitas e estatutárias de qualquer tipo, incluindo, declarações e garantias implícitas de qualidade, exatidão, pontualidade, integridade, comercialização, e aptidão para uma finalidade particular.

Qualidade de Vida: Indicadores de Referência das Cidades

A Mercer ajuda também os municípios a identificarem os fatores que podem influenciar positivamente a sua classificação no ranking da qualidade de vida. Num ambiente global, os empregadores têm múltiplas opções relativamente aos locais para onde podem expatriar os seus colaboradores e criar um novo negócio. A qualidade de vida de uma cidade pode ser uma variável importante a considerar pelos empregadores.

Os governantes das várias cidades querem conhecer os fatores que afetam a qualidade de vida dos cidadãos para poderem endereçar esses problemas e melhorarem a classificação da cidade no ranking da qualidade de vida. A Mercer oferece aconselhamento aos municípios, usando uma abordagem holística que responde aos objetivos de progresso que visam a excelência e que pretendem atrair as multinacionais e a mobilidade de talento, melhorando os fatores que influenciam a classificação do nível de qualidade de vida.

Recomendações Mercer para subsídios de qualidade de vida

A Mercer avalia as condições de vida locais nas mais de 450 cidades que analisa no mundo inteiro. As condições de vida são analisadas de acordo com 39 critérios, agrupados em 10 categorias:

1. Ambiente Social e Político (estabilidade política, criminalidade, política de segurança, etc.)

2. Ambiente Económico (política cambial, serviços bancários, etc.)

3. Ambiente Sociocultural (censura, limitações à liberdade individual, etc.)

4. Fatores médicos e sanitários (serviços de saúde, doenças infeciosas, saneamento básico, recolha de lixo, poluição do ar, etc.)

5. Escolas e educação (nível e disponibilidade de escolas internacionais, etc.)

6. Serviços públicos e transportes (eletricidade, água, transportes públicos, congestionamentos de tráfego, etc.)

7.  Entretenimento (restaurantes, teatros, cinemas, desportos e lazer, etc.)

8. Bens de Consumo (disponibilidade de alimentos, itens de consumo diário, automóveis, etc.)

9. Habitação (alojamento, equipamentos domésticos, móveis, serviços de manutenção, etc.)

10. Fatores naturais (clima, registo de desastres naturais)

As pontuações atribuídas a cada critério, que são medidas de forma a refletirem a sua importância para os expatriados, permitem comparações objetivas entre as cidades. O resultado é um índice de qualidade de vida que compara diferenças relativas entre dois locais avaliados. Para uma utilização eficaz dos índices, a Mercer criou uma grelha que permite que os utilizadores associem o índice resultante a um valor de subsídio de qualidade de vida, ao recomendar um valor de percentagem em relação ao índice.

 

Sobre a MERCER

A Mercer fornece aconselhamento e soluções tecnológicas que ajudam as organizações  a ir ao encontro das necessidades de saúde, investimentos e carreira de uma força de trabalho em mudança. Os mais de 22.000 colaboradores da Mercer, encontram-se em 44 países e a empresa atua em mais de 130 países. A Mercer é uma subsidiária integral da Marsh & McLennan Companies (NYSE: MMC), a principal empresa global de serviços profissionais nas áreas de risco, estratégia e pessoas. Com cerca de 65 mil colaboradores e receita anual de mais de 14 mil milhões de euros, através das suas empresas líderes de mercado, incluindo a Marsh, Guy Carpenter e Oliver Wyman e a Marsh & McLennan ajudam os clientes a conseguir atuar num ambiente cada vez mais dinâmico e complexo.

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