Resultados Custo de Vida 2018

Lisboa sobe 44 posições no ranking de Custo de Vida da Mercer

Imprensa

Estudo Global Mercer sobre Custo de Vida 2018

  • 26 de Junho de 2018
  • Portugal, Lisboa

•    A capital portuguesa conhece a maior subida de sempre, desde o início da realização do Estudo Global da Mercer, e assume a 93ª posição do ranking deste ano
•    Hong Kong é a cidade mais cara do mundo, ultrapassando Luanda, que ocupava esta posição e passou para a 6ª posição
•    Zurique continua a ser a cidade europeia mais cara, encontrando-se no 3º lugar do ranking, subindo uma posição relativamente ao ano passado
•    Quatro das cinco cidades mais caras do Mundo encontram-se agora na Ásia: Hong Kong (1), Tóquio (2), Singapura (4) e Seul (5);
•    África, Ásia e Europa dominam a lista das localizações mais caras para expatriados;
•    O preço de arrendamento em zonas nobres de Lisboa de um T3 ronda os 2.650€, e em Hong Kong os 10.800€;
•    O preço da gasolina em Lisboa é um dos mais elevados face às cidades posicionadas no topo deste ranking;

Como resultado da era digital, do envelhecimento da população, da escassez de competências e ainda de contextos económicos e políticos imprevisíveis, o cenário empresarial global encontra-se em mudança, assim como os empregos que são chave para o futuro do trabalho. Neste contexto, as empresas multinacionais têm-se focado na mobilidade do talento, e estão focadas em promover pacotes competitivos para expatriados nas suas missões internacionais. De acordo com o 24º estudo anual da Mercer - Cost of Living - fatores como a instabilidade no mercado imobiliário, a baixa inflação e a instabilidade de preços de bens e serviços têm impacto no contexto empresarial em diversas cidades em todo o Mundo.

O estudo da Mercer revela que Hong Kong ultrapassou Luanda, ocupando agora a primeira posição das cidades mais caras do mundo para expatriados. Tóquio e Zurique encontram-se em segundo e terceiro lugares, respetivamente, e Singapura e Seoul ficam na quarta e quinta posição respetivamente. Desta forma, quatro das cinco cidades mais caras do mundo para expatriados encontram-se agora na Ásia.

Com a evolução tecnológica e a importância de uma força de trabalho conectada globalmente, a transferência de talento permanece uma componente chave na estratégia das empresas multinacionais” refere Diogo Alarcão, CEO da Mercer Portugal. “Se, por um lado, a mobilidade da força de trabalho  permite às organizações conseguir uma maior eficiência, utilizar o melhor talento e ser eficiente do ponto de vista dos custos em projetos internacionais, a volatilidade dos mercados e o  crescimento económico moderado em muitas partes do mundo faz com que as empresas avaliem com algum cuidado os pacotes de remuneração para expatriados.

De acordo com o estudo global sobre o Custo de Vida de 2018 da Mercer (Cost of Living Survey), Lisboa subiu 44 posições no ranking, passando da 137ª posição em 2017, para o 93º lugar em 2018. Esta subida representa a maior de sempre da capital portuguesa no que se refere ao custo de vida para expatriados (desde o início da realização do estudo global da Mercer). Os fatores que motivam esta subida são maioritariamente decorrentes de variações do euro face ao dólar, mas refletem também uma subida de preços generalizada da cidade nas áreas da habitação, restauração e combustíveis. 

Algumas das cidades que constam do top 10 da Mercer das cidades mais caras para expatriados são: Seul (5), Luanda (6), Xangai (7), Ndjamena (8), Pequim (9), e Berna (10). As cidades mais baratas para expatriados são Tachkent (209), Túnis (208), e Bichkek (207).

Alinhar a força de trabalho e as estratégias de mobilidade, assegurando que os colaboradores certos se encontram no local certo é mais crítico do que nunca para as multinacionais, uma vez que se focam em modelos de negócio cada vez mais globais” refere Tiago Borges, Principal responsável pela Área de Rewards da Mercer. “Remunerar de forma competitiva e apropriada os colaboradores em funções internacionais é crucial para o sucesso e sustentabilidade dos projetos.

O reconhecido estudo da Mercer é um dos mais abrangentes do Mundo e foi desenvolvido para ajudar as empresas multinacionais e os governos a definirem estratégias para os seus colaboradores expatriados. A cidade de Nova Iorque é utilizada como a cidade base para todas as comparações, sendo que os movimentos cambiais têm como referência o dólar norte-americano. O estudo inclui mais de 375 cidades em todo o mundo. O ranking deste ano inclui 209 cidades em cinco continentes e determina o custo comparativo de mais de 200 itens em cada local, incluindo alojamento, transporte, comida, roupa, bens domésticos e entretenimento.

 

As Américas

As cidades dos Estados Unidos caíram no ranking devido à recuperação da economia europeia, que provocou a queda do dólar norte-americano, face a outras grandes moedas em todo o mundo. Nova Iorque caiu quatro lugares, posicionando-se na 13ª posição, a cidade mais cara na região. São Francisco (28) e Los Angeles (35) caíram sete e doze posições, respetivamente, relativamente ao ano passado, enquanto Chicago (51) desceu vinte lugares. Entre outras importantes cidades norte-americanas, Washington, DC (56) caiu dezassete lugares, e Miami (60) e Boston (70) desceram ambas dezanove posições. Portland (130) e Winston Salem, na Carolina do Norte (161) permanecem como as cidades norte americanas analisadas menos caras para expatriados.

Na América do Sul, São Paulo (58) classificou-se como a cidade mais cara, apesar da queda de trinta e duas posições relativamente ao ano anterior. Santiago (69) segue como a segunda cidade mais cara. A maioria das outras cidades na América do Sul caiu no ranking, apesar do aumento dos preços em bens e serviços em países como o Brasil, Argentina, e Uruguai. Em particular, o Rio de Janeiro (99) desceu quarenta e três posições. Lima (132) caiu vinte e oito lugares, enquanto Bogotá (168) desceu quinze. Tegucigalpa (201) é a cidade mais económica da América do Sul. Caracas, na Venezuela foi excluída do ranking devido à sua complexa situação cambial: a sua posição no ranking teria variado fortemente dependendo da taxa de câmbio oficial selecionada.

Apesar de a maioria das cidades canadianas ter descido no ranking, a cidade mais bem classificada, Toronto (109), subiu dez lugares, devido a um aumento dos custos referentes ao arrendamento de habitação para expatriados. Vancouver (109) caiu dois lugares, enquanto Montreal (147) e Calgary (154) caíram dezoito e onze posições, respetivamente.

 

Europa, Médio Oriente, e África

Duas cidades europeias encontram-se no top 10 das cidades mais caras. Na terceira posição do ranking global, Zurique permanece a cidade europeia mais cara, seguida de Berna (10). Genebra (11) caiu quatro lugares relativamente ao ano passado, sobretudo devido à tendência de queda do mercado imobiliário na cidade.

No global, todas as cidades da Europa Ocidental subiram no ranking, resultado da valorização das moedas locais face ao dólar norte-americano, bem como ao aumento do custo de bens e serviços. Em particular, cidades na Alemanha evidenciaram algumas das maiores subidas deste ano, com Frankfurt (68) e Berlim (71) a saltar quarenta e nove lugares, enquanto Munique (57) subiu quarenta e uma posições. No Reino Unido, Birmingham (128) subiu dezanove lugares relativamente ao ano passado, Belfast (152) saltou dezoito posições, e Aberdeen (134) subiu vinte lugares relativamente ao ranking anterior. Londres subiu dez lugares para a posição 19.

Outras cidades que subiram no ranking face ao ano passado incluem: Paris (34), vinte e oito lugares, Roma (46), trinta e quatro lugares, Madrid (64), quarenta e sete, e Viena (39) trinta e nove lugares. Entretanto, algumas cidades na Europa Central e Oriental, incluindo Moscovo (17), São Petersburgo (49), e Kiev (173), caíram quatro, catorze e dez posições, respetivamente, devido à desvalorização da moeda local face ao dólar norte-americano.

Lisboa não foi exceção e subiu 44 lugares situando-se agora na posição 93ª. É certo que a oscilação entre o Euro e Dólar é o maior fator da subida, mas também existiu uma subida nos preços de bens e serviços como a habitação e restauração. Por exemplo no preço da gasolina, Lisboa é a cidade mais cara se compararmos com as cidades do top 5, com exceção de Hong Kong.

Tel Aviv (16) continua a ser a Cidade mais cara do Médio Oriente para expatriados, seguida pelo Dubai (26), Abu Dhabi (40), e Riyadh (45). O Cairo (188) permanece a cidade mais económica da região. “No geral, a maioria das cidades do Médio Oriente caíram no ranking, devido a reduções nos custos de arrendamento da habitação em toda a região” comenta Tiago Borges.

Apesar de ter deixado de liderar a lista global, Luanda, em Angola (6) permanece como a cidade africana mais cara no ranking. N’Djamena (8) segue-se, subindo sete lugares. Libreville (18) é a cidade africana que se segue, subindo catorze posições, seguida por Brazzaville, no Congo (19), que subiu onze posições. Tendo subido dez lugares, Tachkent (209) no Uzbequistão classifica-se como a cidade menos cara na região e a nível global.

 

Ásia Pacífico

Este ano, Hong Kong (1) emergiu como a cidade mais dispendiosa para expatriados quer na Ásia como a nível global, como consequência da descida de Luanda no ranking, devido em parte à tendência de queda do mercado imobiliário na cidade. Hong Kong é seguida por Tóquio (2), Singapura (4), Seul (5), Xangai (7), e Pequim (9).

Uma regulamentação monetária chinesa mais forte, uma economia florescente e uma pressão para ter o Yuan chinês como moeda internacional impulsionaram as cidades chinesas no ranking,” refere, Tiago Borges. “Contudo, subidas significativas noutros locais em todo o mundo fizeram com que cidades japonesas, Osaka e Nagoya em particular, caíssem no ranking deste ano.

Mumbai (55) é a Cidade mais cara da Índia, seguida por Nova Deli (103) e Chennai (144). Kolkata (182) e Bengaluru (170) são as cidades indianas menos caras. Noutros locais na Ásia, Banguecoque (52) subiu quinze posições relativamente ao ano anterior. Kuala Lumpur (145) também subiu no ranking, vinte lugares, enquanto Hanoi (137) caiu trinta e sete posições. Bichkek (207) e Tashkent (209) permanecem as regiões menos caras da Região para expatriados.

As cidades australianas caíram no ranking este ano. Brisbane (84) e Perth (61) caíram treze e onze posições, respetivamente, enquanto Sidney (29), a cidade mais cara para expatriados classificada no ranking, apresentou uma queda relativamente moderada de cinco posições. Melbourne desceu doze lugares para a posição 58. “Cidades noutros países subiram no ranking, fazendo com que as cidades australianas descessem,” refere Tiago Borges. “No global, as cidades que se encontram a meio do ranking apresentam uma maior probabilidade de experienciar alterações significativas nas suas posições devido ao movimento de outras cidades, mesmo que mantenham o seu nível de custo em termos absolutos.

 

A Mercer desenvolve estudos individuais referentes ao custo de vida e ao custo de arrendamento para cada uma das cidades analisadas. Para mais informações sobre os rankings das cidades visite o site www.mercer.com/col. Para adquirir cópias de relatórios e cidades específicas fale connosco mercer.pt ou através do número +351 21 311 37 75.

 

Nota aos editores

Os valores envolvidos nas comparações feitas sobre o custo de vida e do arrendamento de alojamento, fornecidos pela Mercer, têm por base um estudo realizado em março de 2018. As taxas de câmbio em vigor nesse período e o conjunto de bens e serviços internacionais da Mercer foram usados como medidas base.

Os governos e as empresas usam os dados deste estudo para garantirem o poder de compra dos seus funcionários quando estes são transferidos para o estrangeiro. Os dados referentes aos custos de arrendamento de alojamento são usados para avaliar os subsídios de habitação que serão atribuídos aos expatriados desse local. A escolha das cidades avaliadas baseia-se na procura que existe para estes dados.

Mercer Cost of Living Survey – Worldwide Ranking 2018

(The Mercer international basket, including rental accommodation costs)

 

Ranking à data de Março

Cidade

País/Região

2017

2018

2

1

HONG KONG

HKSAR

3

2

TOKYO

Japão

4

3

ZURIQUE

Suíça

5

4

SINGAPURA

Singapura

6

5

SEUL

Coreia do Sul

1

6

LUANDA

Angola

8

7

SHANGHAI

China

15

8

NDJAMENA

Chad

11

9

BEIJING

China

10

10

BERN

Suíça

 

Sobre a MERCER

A Mercer oferece consultoria e soluções impulsionadas pela tecnologia que ajudam as organizações  a ir ao encontro das necessidades de saúde, pensões, investimentos e carreira de uma força de trabalho em mudança. Os mais de 23.000 colaboradores da Mercer, encontram-se em 44 países e a empresa atua em mais de 130 países. A Mercer é uma subsidiária integral da Marsh & McLennan Companies (NYSE: MMC), a principal empresa global de serviços profissionais nas áreas de risco, estratégia e pessoas. Com cerca de 65 mil colaboradores e receita anual de mais de 14 mil milhões de euros, através das suas empresas líderes de mercado, incluindo a Marsh, Guy Carpenter e Oliver Wyman e a Marsh & McLennan ajudam os clientes a conseguir atuar num ambiente cada vez mais dinâmico e complexo.
Em Portugal desde 1993 conta com uma equipa de 450 profissionais e está presente em Lisboa e no Porto. Em 2017, a Mercer adquiriu a Jason Associates com o objetivo de complementar os serviços e ser capaz de responder ao mercado com a ambição de capacitar as organizações para a missão complexa e apaixonante de gerir e desenvolver pessoas.

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