Total Compensation Portugal 2019 | Mercer

Total Compensation Portugal 2019 | Mercer

Mercer - Total Compensation Portugal 2019

  • 19 DE SETEMBRO DE 2019
  • Portugal, Lisboa

Maior estudo nacional sobre práticas e tendências de Remuneração e Benefícios

 

Como reflexo de  maior volatilidade e  dinâmica do mercado laboral,

 

SAIDAS VOLUNTÁRIAS DE COLABORADORES SOBE PARA 10% EM 2019

 

  • As saídas voluntárias situam-se nos 10% de acordo com o estudo.
  • 44% das empresas prevê aumentar o número de colaboradores este ano (2019) e 46% em 2020, o que evidencia a continuação de sinais positivos na criação de emprego a nível nacional
  • A percentagem de empresas que pretende reduzir o número de colaboradores situa-se nos 9% em 2019 e 6% em 2020;
  • Em 2019 os incrementos salariais rondaram os 2% para quase todos os níveis de responsabilidade (mantendo-se os valores do ano passado). Para 2020 as empresas inquiridas preveem incrementos ligeiramente superiores relativamente ao ano anterior;
  • O salário base anual dos recém-licenciados, no primeiro emprego, situa-se, regra geral, entre os 12 704 € e os 16 594 €;
  • A avaliação individual (85%) e o posicionamento na grelha salarial (64%) surgem como fatores preponderantes na atribuição de incrementos salariais. A antiguidade e o nível funcional destacam-se como os fatores menos influentes;
  • As revisões salariais são realizadas tipicamente uma vez por ano (85%), maioritariamente em março (32%) e abril (22%);
  • O plano médico é o benefício mais atribuído por parte das empresas participantes no estudo da Mercer (92%). Cerca de 43% das empresas analisadas também atribui um plano de pensões;
  • Em 36% das empresas participantes no estudo, parte das despesas associadas à educação dos colaboradores estão integradas no pacote de compensação  (numa média de cerca de 69% do custo total)
  • Mais uma vez, o estudo da Mercer atinge recorde de participação - foram analisados 111.692 postos de trabalho em 430 empresas

Lisboa, 18 de setembro de 2019 – De acordo com o estudo Total Compensation Portugal 2019 realizado pela Mercer, que analisou este ano 111.692 postos de trabalho em 430 empresas no mercado português, as saídas voluntárias de colaboradores subiu para 10%, em média, em 2019, o dobro relativamente à média apurada em 2018(5%), sugerindo uma maior movimentação e dinâmica do mercado laboral. Por outro lado, o Total Compensation apurou ainda que o número de empresas que prevê contratar novos colaboradores sofreu uma ligeira quebra em comparação com o ano anterior. Com uma amostra que atingiu um número recorde de organizações analisadas no estudo, a tendência dos últimos três anos, no que se refere à intenção das empresas recrutarem mais colaboradores, sofre agora um pequeno revés. A percentagem caiu de 53% em 2018, para 44% em 2019. A previsão para 2020 aponta para um ligeiro acréscimo, com 46% de empresas a demonstrarem intenção de recrutar mais pessoas. Apesar destas ligeiras variações anuais na intenção de recrutar, a tendência de recrutamento mantem-se elevada. Por outro lado, 47% das organizações afirma que irá manter o número de colaboradores em 2019 e 9% prevê a redução do seu número.

Intenções de contratação

Segundo Tiago Borges, Rewards Leader da Mercer Portugal, “Findo o processo de auxílio financeiro, a economia portuguesa encontra-se atualmente num período de recuperação, que se configura mais balanceado pela contribuição da procura externa e interna. A procura interna mostrou-se mais resiliente neste período, tendo vindo a acelerar, beneficiando de taxas de juro historicamente baixas e da recuperação dos níveis de confiança. O PIB real expandiu-se 1,7% em 2019, o que confirma a desaceleração  do crescimento económico previsto (ainda assim acima do crescimento económico estimado para a Zona Euro). Em 2020, as estimativas apontam para um abrandamento do crescimento económico na zona euro, mas ainda assim em Portugal a Comissão Europeia estima um crescimento do PIB de 1,7%. Estes valores mantêm Portugal a crescer acima dos seus pares, pelo que se pode considerar que o país atravessa um período de convergência face à Zona Euro. Este facto tem necessariamente reflexos ao nível do emprego e dos salários, pelo que é de prever que, apesar de um contexto internacional menos favorável, continue a verificar-se uma pressão sobre os salários da generalidade das funções e níveis funcionais em Portugal.”

Políticas Salariais

Revisão Salarial

Segundo o Total Compensation 2019, cerca de 85% das empresas que participaram no estudo realizam a sua revisão salarial uma vez por ano. Desta percentagem, 32% escolhe o mês de março para a revisão, 22% opta pelo mês de abril e 19% por janeiro. No período das revisões salariais, a percentagem de incremento atribuída aos colaboradores é determinada por um conjunto de fatores que influenciam diretamente o valor disponibilizado para esse fim. Assim sendo, surgem como fatores preponderantes na atribuição de incrementos, os resultados individuais do colaborador (85%), o posicionamento na grelha salarial (64%) e os resultados da empresa (58%). Outros fatores que influenciam os incrementos salariais referem-se a diretrizes da casa-mãe, equidade interna, orçamento aprovado e acordos coletivos de trabalho. A antiguidade e o nível funcional são os fatores que menos influenciam a atribuição do incremento salarial.

Fatores Condicionantes do Incremento Salarial

Expetativa de incrementos Salariais em 2020

Em 2019, os incrementos salariais situam-se em média, entre 1,97% e 2,32%, variando ligeiramente em função dos níveis de responsabilidade. Comparando o observado em 2019 com o previsto para 2020 verifica-se um ligeiro aumento percentual para alguns dos grupos funcionais.

Incrementos Salariais 2019 e 2020


À semelhança do verificado em 2018, estudo de 2019 Mercer evidencia uma variação positiva dos salários para a generalidade dos grupos funcionais, mantendo-se como um indicador favorável relativamente à evolução dos salários no país

Incentivos de Curto Prazo

Verifica-se que 86% das empresas da amostra analisada atribui formas de remuneração variável (bónus) à totalidade ou parte da sua estrutura com uma periodicidade anual. Existe uma consistência nas razões para a atribuição de bónus por nível funcional, sendo que a maioria das empresas baseia a atribuição numa avaliação que inclui resultados da empresa e individuais. Menos de metade das empresas (48%) atribui um incentivo de vendas aos seus colaboradores na Área Comercial, com uma periodicidade trimestral ou mensal.

Incentivos de Longo Prazo

A atribuição de Incentivos de Longo Prazo não constitui uma prática generalizada, sendo apenas utilizada por cerca de 29% das empresas participantes, registando-se um decréscimo de 5% em relação a 2018. Como seria expectável, verifica-se que a elegibilidade para Incentivos de Longo Prazo é tanto mais frequente quanto maior for o nível de responsabilidade associado às funções em causa.

Análise Salarial para Recém-Licenciados

O salário-base anual dos recém-licenciados, no seu primeiro emprego, situa-se tendencialmente entre os 12 704 € e os 16 594 €.

Colaboradores expatriados

No que respeita à população expatriada, verifica-se que é a função de Diretores de 1ª Linha que apresenta mais colaboradores expatriados (5%). De seguida, surgem as chefias intermédias, que registam um valor de 3%.

Principais Benefícios atribuídos pelas empresas em Portugal

Complementos de Subsídio de Doença

Cerca de 46% das empresas participantes no estudo concedem aos seus trabalhadores um complemento de Subsídio de Doença, mais 5% face a 2018. Para a maioria das empresas que concedem este benefício, o valor pago pela empresa não ultrapassa os 35% do salário base do colaborador. Tipicamente as empresas que concedem este benefício não fazem discriminação por antiguidade ou por outro critério, atribuindo-o de igual modo a todos os colaboradores (76%). Das empresas participantes no estudo, 66% (mais 5% em relação ao ano de 2018) assegura o pagamento dos 3 primeiros dias de baixa não comparticipados pela Segurança Social.

Plano Médico

A maioria das empresas participantes no estudo (92%) concede um plano médico aos seus colaboradores. O seguro de saúde para os colaboradores é muito frequentemente extensível aos familiares (registado em 69% dos inquiridos), considerando o cônjuge e filhos e incluindo coberturas de hospitalização, parto, medicamentos, assistência ambulatória, estomatologia, próteses e ortóteses. Na maioria das organizações, o custo para o colaborador é totalmente suportado pela empresa (80%). No entanto, para a extensão do benefício a cônjuges e filhos é mais frequente existir uma comparticipação do colaborador caso o mesmo a deseje.

Seguro de Acidentes Pessoais e de Vida

45% da amostra atribui Seguro de Acidentes Pessoais que inclui cobertura de assistência médica fora do país, roubo de bagagem, sinistros graves, catástrofes naturais, entre outros, sendo que para a maioria dessas empresas o capital seguro é variável, tendo maioritariamente como referência o Salário Base (88% das observações). Quanto ao Seguro de Vida, 72% das empresas concede-o aos seus colaboradores. O Seguro de Vida mais comum inclui coberturas complementares à cobertura de morte, particularmente invalidez (70%), morte em caso de acidente (66%) e invalidez em caso de acidente (61%).

Plano de Pensões

43% das empresas participantes no estudo atribui aos seus colaboradores um Plano de Pensões, dos quais 17% são de Beneficio Definido e 48% de Contribuição Definida, sendo os restantes Planos Mistos (35%). Verifica-se que a maioria dos Planos de Benefício Definido e Mistos não prevê a atribuição de direitos adquiridos aos colaboradores antes da idade da reforma. Cerca de 58% dos planos prevê a antecipação da idade normal de reforma (66 anos). Nos planos que concedem benefícios de pré-reforma, a idade prevista varia entre os 50 e 62 anos.

Férias, outros benefícios e educação

Cerca de 60% das empresas concede dias de férias extras (além do regulamentado por lei) aos seus colaboradores, o que representa um aumento de 4% em relação a 2018. Cerca de 20% das empresas participantes pagam as quotas dos colaboradores em alguma associação profissional (mais 3% face a 2018) e 11% pagam a mensalidade de alguma atividade desportiva. Em 36% das empresas participantes no estudo da Mercer, as despesas associadas à educação dos colaboradores são asseguradas pela empresa (em média em cerca de 69% do custo total), estabelecendo-se em alguns casos um valor máximo limite. Cerca de 28% das empresas participantes atribuem subsídio escolar aos filhos dos colaboradores e cerca de 12% concede subsídios de creche.

Subsídio de Refeição

Através deste estudo, foi possível apurar que o valor médio de subsídio de refeição, atribuído a cada colaborador, se situa nos 169€/mês.

Empréstimos / Adiantamentos

35% das empresas participantes no estudo (menos 12% que 2018) referem que concederam empréstimos/ adiantamentos aos colaboradores, com as seguintes finalidades:

Tipo de Empréstimos

Situações de Emergência

83%

Educação

31%

Assuntos de caráter pessoal

45%

Aquisição de computador pessoal

17%

Despesas de Hospitalização

62%

Aquisição de Viatura

22%

Habitação

22%

Outros

19%

 

Política Automóvel

A viatura é um benefício atribuído na maioria da amostra (88%). A viatura é atribuída maioritariamente para uso total (empresa e pessoal), sendo que o critério para a renovação do automóvel é o número de anos, maioritariamente este é de 4 anos em todas as famílias funcionais. Quanto ao número de quilómetros, o critério de renovação é maioritariamente superior a 120.000 km.

Caracterização das empresas participantes no Total Compensation 2019

Para este estudo foram analisados 111.692 postos de trabalho em 430 empresas presentes no mercado português. A amostra do estudo Total Compensation 2019 é constituída por empresas multinacionais (60%) e empresas nacionais (40%). Relativamente às multinacionais estrangeiras, a sua maioria tem origem nos Estados Unidos da América (30%) seguida de Alemanha (13%).

As principais características das empresas participantes na amostra deste estudo são as seguintes:

Sector de Atividade

A amostra do Total Compensation 2019 inclui empresas  de diferentes setores de atividade, com uma maior representatividade dos Serviços Gerais (cerca de 25%), Indústrias Diversificadas (cerca de 15%), Hi-Tech/ Telecomunicações (cerca de 14%), Bens de Consumo (cerca de 12%) e Serviços Financeiros (cerca de 13%). Verifica-se mais uma vez que a amostra reunida para o Total Compensation 2019 é representativa dos principais setores de atividade do tecido económico nacional, estando representados todos os setores relevantes.

Dimensão

Em relação ao Volume de Negócios foi analisada uma amostra diversificada, estando representadas pequenas, médias e grandes empresas. O universo encontra-se, no entanto, repartido sobretudo entre as empresas com menos de 50 milhões de euros de faturação (cerca de 61% da amostra) e mais de 100 milhões de euros de faturação (cerca de 28% da amostra).

Recursos Humanos

Relativamente ao número de colaboradores, a amostra analisada é maioritariamente constituída por empresas com um quadro de pessoal até 100 colaboradores (cerca de 50% da amostra), sendo que cerca de 11% das empresas participantes detêm mais de 1000 colaboradores. Verifica-se que a maioria da amostra analisada é do género feminino (52% feminino e 48% masculino). Quanto à faixa etária, cerca de 24% das observações situa-se entre os 26 - 35 anos. A nível de antiguidade, verifica-se que a maior prevalência se encontra no intervalo entre os 0 e os 3 anos de permanência na empresa (cerca de 30%), sendo que a distribuição para os intervalos seguintes de 3 anos considerados é relativamente semelhante (varia entre 9% e 12%). No que se refere às habilitações literárias, as mais prevalentes são a Licenciatura e o nível de Ensino Secundário (cerca de 24% e 39%, respetivamente).

Sobre a MERCER

A Mercer fornece aconselhamento e soluções impulsionadas pela tecnologia que ajudam as organizações a ir ao encontro das necessidades de saúde, pensões, investimentos e carreira de uma força de trabalho em mudança. Os mais de 25.000 colaboradores da Mercer, encontram-se em 44 países e a empresa atua em mais de 130 países. A Mercer é uma subsidiária integral da Marsh & McLennan Companies (NYSE: MMC), a principal empresa global de serviços profissionais nas áreas de risco, estratégia e pessoas. Com cerca de 76 mil colaboradores e receita anual de mais de 17 biliões de euros, através das suas empresas líderes de mercado, incluindo a Marsh, Guy Carpenter e Oliver Wyman e a Marsh & McLennan ajudam os clientes a conseguir atuar num ambiente cada vez mais dinâmico e complexo.

Em Portugal, desde 1993, que a Mercer conta com uma equipa de 450 profissionais e está presente em Lisboa e no Porto. Em 2017, adquiriu a Jason Associates e criou uma nova marca Mercer | Jason Associates, cuja ambição é capacitar as organizações para a missão complexa e apaixonante de gerir e desenvolver pessoas.

Para mais informações visite www.mercer.pt ou siga-nos no Twitter @Mercer ou no Linkedin https://www.linkedin.com/company/mercer-portugal

INFORMAÇÃO